A idéia nasceu dias depois do lançamento deste blog, reuniu jornalistas de início e, aos poucos, foi abrindo suas portas ao público. Ganhei no ano passado. E amanhã será, com poucas pompas, ou nenhuma, apresentado oficialmente.
Quem é, quem é, quem é?
Cadê o Cowboy para fazer o novo logo?
A idéia nasceu dias depois do lançamento deste blog, reuniu jornalistas de início e, aos poucos, foi abrindo suas portas ao público. Ganhei no ano passado. E amanhã será, com poucas pompas, ou nenhuma, apresentado oficialmente.
Quem é, quem é, quem é?
Cadê o Cowboy para fazer o novo logo?
A idéia nasceu dias depois do lançamento deste blog, reuniu jornalistas de início e, aos poucos, foi abrindo suas portas ao público. Ganhei no ano passado. E amanhã será, com poucas pompas, ou nenhuma, apresentado oficialmente.
Essa eu ouvi nos primeiros minutos desta garoante quinta-feira: a Vicar estuda manter uma prova da Stock Car fora das fronteiras brasileiras. Mas não usará mais Buenos Aires nem nenhuma outra praça das tantas que a Argentina tem.
Os planos são de realizar uma corrida no Uruguai. Mais: em circuito de rua. Punta del Este será sede de uma das etapas em rodada dupla do GT3 Brasil; Piriápolis, da mesma forma, abraça a F-3 Sul-americana.
No primeiro calendário que a empresa que organiza e promove o campeonato dos carros de turismo distribuiu às equipes, duas praças apareciam com pontos de interrogação, uma delas destinada a receber a série principal — no caso em 9 de novembro. A Stock manterá sua temporada de 12 corridas, sendo que já estão definidas, como sempre, as três em São Paulo, as duas em Curitiba e uma em Brasília, Santa Cruz do Sul, Campo Grande, Tarumã, Rio de Janeiro e Londrina. O campeonato tem início em 13 de abril, com as quatro categorias (V8, Light (agora Copa Vicar), Pick-up e Júnior, e finda-se em 7 de dezembro.
Essa eu ouvi nos primeiros minutos desta garoante quinta-feira: a Vicar estuda manter uma prova da Stock Car fora das fronteiras brasileiras. Mas não usará mais Buenos Aires nem nenhuma outra praça das tantas que a Argentina tem.
Os planos são de realizar uma corrida no Uruguai. Mais: em circuito de rua. Punta del Este será sede de uma das etapas em rodada dupla do GT3 Brasil; Piriápolis, da mesma forma, abraça a F-3 Sul-americana.
No primeiro calendário que a empresa que organiza e promove o campeonato dos carros de turismo distribuiu às equipes, duas praças apareciam com pontos de interrogação, uma delas destinada a receber a série principal — no caso em 9 de novembro. A Stock manterá sua temporada de 12 corridas, sendo que já estão definidas, como sempre, as três em São Paulo, as duas em Curitiba e uma em Brasília, Santa Cruz do Sul, Campo Grande, Tarumã, Rio de Janeiro e Londrina. O campeonato tem início em 13 de abril, com as quatro categorias (V8, Light (agora Copa Vicar), Pick-up e Júnior, e finda-se em 7 de dezembro.
Essa eu ouvi nos primeiros minutos desta garoante quinta-feira: a Vicar estuda manter uma prova da Stock Car fora das fronteiras brasileiras. Mas não usará mais Buenos Aires nem nenhuma outra praça das tantas que a Argentina tem.
Os planos são de realizar uma corrida no Uruguai. Mais: em circuito de rua. Punta del Este será sede de uma das etapas em rodada dupla do GT3 Brasil; Piriápolis, da mesma forma, abraça a F-3 Sul-americana.
No primeiro calendário que a empresa que organiza e promove o campeonato dos carros de turismo distribuiu às equipes, duas praças apareciam com pontos de interrogação, uma delas destinada a receber a série principal — no caso em 9 de novembro. A Stock manterá sua temporada de 12 corridas, sendo que já estão definidas, como sempre, as três em São Paulo, as duas em Curitiba e uma em Brasília, Santa Cruz do Sul, Campo Grande, Tarumã, Rio de Janeiro e Londrina. O campeonato tem início em 13 de abril, com as quatro categorias (V8, Light (agora Copa Vicar), Pick-up e Júnior, e finda-se em 7 de dezembro.
A música do Puxa-Frango toca, a mensagem chega. Um número estranho, de sete algarismos, iniciado por 9.
"Baixe os Hits do Verao (assim, em maiúscula, sem o til):
1 - Nao Precisa Mudar 2 - Reggae Power 3 - Adulterio 4 - Porta Retrato 5 - A Lua Me Traiu (...)"
Só conheço um desses megahits, que é o "Adultério", mais pela exposição desse gênero tão aprazível que é o funk do que propriamente por gosto, que inexiste.
Estamos mal de verão. Estamos mal de música.
A música do Puxa-Frango toca, a mensagem chega. Um número estranho, de sete algarismos, iniciado por 9.
"Baixe os Hits do Verao (assim, em maiúscula, sem o til):
1 - Nao Precisa Mudar 2 - Reggae Power 3 - Adulterio 4 - Porta Retrato 5 - A Lua Me Traiu (...)"
Só conheço um desses megahits, que é o "Adultério", mais pela exposição desse gênero tão aprazível que é o funk do que propriamente por gosto, que inexiste.
Estamos mal de verão. Estamos mal de música.
A música do Puxa-Frango toca, a mensagem chega. Um número estranho, de sete algarismos, iniciado por 9.
"Baixe os Hits do Verao (assim, em maiúscula, sem o til):
1 - Nao Precisa Mudar 2 - Reggae Power 3 - Adulterio 4 - Porta Retrato 5 - A Lua Me Traiu (...)"
Só conheço um desses megahits, que é o "Adultério", mais pela exposição desse gênero tão aprazível que é o funk do que propriamente por gosto, que inexiste.
Como mudanças estão previstas, uso este espaço para que os internautas que acessam o Grande Prêmio para que dêem sugestões de seções, áreas e outras implementações para a nova versão do site. Quem preferir, e eu prefiro, use o victor@warmup.com.br, silvuplê.
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É simples a definição do Aurélio. Cambapé; dar ou passar uma em; levar vantagem sobre; enganar; lograr.
O meio automobilístico não é diferente dos demais grupos de trabalho, imagino eu, no que tange as rasteiras. No fim do ano passado, escrevi parcas linhas, bem supérfluas, nesse sentido. Hoje soube que se confirmou uma, que logo será visível aos olhos dos mais atentos, no papel impresso e nas ondas curtas, e aos ouvidos de quem se habituou a nossos comentários. Causo que, se não é semelhante, me remete a WH.
O cambapé não se relaciona a mim. Impressiona, no entanto, pela proximidade que tenho das partes afetada e afetante. Impressiona por eu, desde o momento que ouvi os primeiros boatos, desacreditar que seu autor fosse capaz. Impressiona, agora, por eu ainda ser tolo em ficar impressionado com situações como estas. Em pessoas como estas.
Citei aqui algumas vezes Antonio Carvalho, radialista que tem uma visão espiritual estrondosamente avançada, que gasta aproximadamente 15 minutos por madrugada para explicar o mundo, que está no quarto dia de sua criação, que nos permeia. Diz ele que não há uma pessoa sequer neste planeta, sem abdicar dos demais, que seja só boa porque nós temos de ter o mal dentro de nós, e é verdade. Tem uns que o usam para detrimento alheio; outros, como neste caso, para sua auto-promoção, para caminhar de mãos atadas com o bem que acha ter.
Pois que siga seu caminho. Pelas trilhas que estiver ciente de andar em passos firmes, não tardará a encontrar um pântano.
É simples a definição do Aurélio. Cambapé; dar ou passar uma em; levar vantagem sobre; enganar; lograr.
O meio automobilístico não é diferente dos demais grupos de trabalho, imagino eu, no que tange as rasteiras. No fim do ano passado, escrevi parcas linhas, bem supérfluas, nesse sentido. Hoje soube que se confirmou uma, que logo será visível aos olhos dos mais atentos, no papel impresso e nas ondas curtas, e aos ouvidos de quem se habituou a nossos comentários. Causo que, se não é semelhante, me remete a WH.
O cambapé não se relaciona a mim. Impressiona, no entanto, pela proximidade que tenho das partes afetada e afetante. Impressiona por eu, desde o momento que ouvi os primeiros boatos, desacreditar que seu autor fosse capaz. Impressiona, agora, por eu ainda ser tolo em ficar impressionado com situações como estas. Em pessoas como estas.
Citei aqui algumas vezes Antonio Carvalho, radialista que tem uma visão espiritual estrondosamente avançada, que gasta aproximadamente 15 minutos por madrugada para explicar o mundo, que está no quarto dia de sua criação, que nos permeia. Diz ele que não há uma pessoa sequer neste planeta, sem abdicar dos demais, que seja só boa porque nós temos de ter o mal dentro de nós, e é verdade. Tem uns que o usam para detrimento alheio; outros, como neste caso, para sua auto-promoção, para caminhar de mãos atadas com o bem que acha ter.
Pois que siga seu caminho. Pelas trilhas que estiver ciente de andar em passos firmes, não tardará a encontrar um pântano.
É simples a definição do Aurélio. Cambapé; dar ou passar uma em; levar vantagem sobre; enganar; lograr.
O meio automobilístico não é diferente dos demais grupos de trabalho, imagino eu, no que tange as rasteiras. No fim do ano passado, escrevi parcas linhas, bem supérfluas, nesse sentido. Hoje soube que se confirmou uma, que logo será visível aos olhos dos mais atentos, no papel impresso e nas ondas curtas, e aos ouvidos de quem se habituou a nossos comentários. Causo que, se não é semelhante, me remete a WH.
O cambapé não se relaciona a mim. Impressiona, no entanto, pela proximidade que tenho das partes afetada e afetante. Impressiona por eu, desde o momento que ouvi os primeiros boatos, desacreditar que seu autor fosse capaz. Impressiona, agora, por eu ainda ser tolo em ficar impressionado com situações como estas. Em pessoas como estas.
Citei aqui algumas vezes Antonio Carvalho, radialista que tem uma visão espiritual estrondosamente avançada, que gasta aproximadamente 15 minutos por madrugada para explicar o mundo, que está no quarto dia de sua criação, que nos permeia. Diz ele que não há uma pessoa sequer neste planeta, sem abdicar dos demais, que seja só boa porque nós temos de ter o mal dentro de nós, e é verdade. Tem uns que o usam para detrimento alheio; outros, como neste caso, para sua auto-promoção, para caminhar de mãos atadas com o bem que acha ter.
Pois que siga seu caminho. Pelas trilhas que estiver ciente de andar em passos firmes, não tardará a encontrar um pântano.
"Saiu mesmo", me disse agora há pouco um amigo sobre a Volkswagen na Stock. "Tá tudo indefinido porque o Col está correndo atrás de uma quarta montadora", completou.
Fiat no meio? "Estive com um dos fodões deles, e eles nem sonham em entrar". E qual a opção principal? "A Toyota, eu acho."
A Toyota lança seu Corolla repaginado em abril. Curiosamente quando começa o campeonato da Stock.
"Saiu mesmo", me disse agora há pouco um amigo sobre a Volkswagen na Stock. "Tá tudo indefinido porque o Col está correndo atrás de uma quarta montadora", completou.
Fiat no meio? "Estive com um dos fodões deles, e eles nem sonham em entrar". E qual a opção principal? "A Toyota, eu acho."
A Toyota lança seu Corolla repaginado em abril. Curiosamente quando começa o campeonato da Stock.
"Saiu mesmo", me disse agora há pouco um amigo sobre a Volkswagen na Stock. "Tá tudo indefinido porque o Col está correndo atrás de uma quarta montadora", completou.
Fiat no meio? "Estive com um dos fodões deles, e eles nem sonham em entrar". E qual a opção principal? "A Toyota, eu acho."
A Toyota lança seu Corolla repaginado em abril. Curiosamente quando começa o campeonato da Stock.
Passava das 2h quando abri a porta de casa. Uma viagem por rota distinta, com conteúdo musical variado. Músicas de axé e pagode dos anos 90 cantadas por nós. E muitas risadas.
Uma semana sem acompanhar o noticiário a pleno, sem entrar na internet com constância, num local desconhecido, com situações que lembravam a de um espetáculo de realidades, sem ter um vencedor. Quase um Show de Truman com último capítulo programado, sem a certeza de um final feliz. Acabou sendo quando se deixam as tribulações para trás.
Passava das 2h quando abri a porta de casa. Uma viagem por rota distinta, com conteúdo musical variado. Músicas de axé e pagode dos anos 90 cantadas por nós. E muitas risadas.
Uma semana sem acompanhar o noticiário a pleno, sem entrar na internet com constância, num local desconhecido, com situações que lembravam a de um espetáculo de realidades, sem ter um vencedor. Quase um Show de Truman com último capítulo programado, sem a certeza de um final feliz. Acabou sendo quando se deixam as tribulações para trás.
Passava das 2h quando abri a porta de casa. Uma viagem por rota distinta, com conteúdo musical variado. Músicas de axé e pagode dos anos 90 cantadas por nós. E muitas risadas.
Uma semana sem acompanhar o noticiário a pleno, sem entrar na internet com constância, num local desconhecido, com situações que lembravam a de um espetáculo de realidades, sem ter um vencedor. Quase um Show de Truman com último capítulo programado, sem a certeza de um final feliz. Acabou sendo quando se deixam as tribulações para trás.
São quase 11 da noite, horário em que já estaria em casa. Mas estou em frente à pousada em que Fê, Mel, Rodrigo e Renato estão. O Peugeot do primeiro não dá partida, e já há algumas horas esperamos pelo guincho.
A conexão, claro, é roubada de algum lugar. Essa é a "linksys", 11,0 MBps, muito baixo. Mas funciona muito bem. A Mel roda sua flag; o Renato, a libélula.
É o fim de uma viagem que não foi das melhores.
Logo a volta, a análise, a certeza de uma conclusão de afastamento de joios.
São quase 11 da noite, horário em que já estaria em casa. Mas estou em frente à pousada em que Fê, Mel, Rodrigo e Renato estão. O Peugeot do primeiro não dá partida, e já há algumas horas esperamos pelo guincho.
A conexão, claro, é roubada de algum lugar. Essa é a "linksys", 11,0 MBps, muito baixo. Mas funciona muito bem. A Mel roda sua flag; o Renato, a libélula.
É o fim de uma viagem que não foi das melhores.
Logo a volta, a análise, a certeza de uma conclusão de afastamento de joios.
São quase 11 da noite, horário em que já estaria em casa. Mas estou em frente à pousada em que Fê, Mel, Rodrigo e Renato estão. O Peugeot do primeiro não dá partida, e já há algumas horas esperamos pelo guincho.
A conexão, claro, é roubada de algum lugar. Essa é a "linksys", 11,0 MBps, muito baixo. Mas funciona muito bem. A Mel roda sua flag; o Renato, a libélula.
É o fim de uma viagem que não foi das melhores.
Logo a volta, a análise, a certeza de uma conclusão de afastamento de joios.
É daquelas cidades, ao menos esta parte, que relembram o interior do interior. A avenida que teoricamente levaria a alcunha ou a definição de principal é um teste arenoso para suspensões de carros, com buracos quase semelhantes e separados entre si por distâncias congruentes. Os caminhos estreitos que levam à praia contêm barracas de vendedores de anéis e outras jóias de prata, a partir de 30 reais, sorveteria, espaços para cafés-da-manhã e comidas caseiras, até micromercado, mas todos com a bandeira do cartão de crédito, o Visa, para aceitarem a volúpia dos turistas que se dão ao luxo de gastar grana considerável nesta cidade cara, não apenas nesta parte.
E até chegar lá, a tarefa não é das mais simples, mesmo a pé. São ruas que nestes dias se compõem de lama e terreno nada regular, em que os desvios se fazem mais do que necessários. Notam-se pousadas com conexão wi-fi, mas ainda não sou tão louco para sair com o laptop na mão só para alcançar o ponto de encontrar uma rede aberta ali ou acolá. Bradesco tem de monte, Bradesco Dia e Noite, Bradesco com fachada colonial, Bradesco de ponta-cabeça, Bradesco no shopping e logo a cem metros, caixa eletrônico do Bradesco.
A praia. É daquelas areias brancas, pequena, característica do norte, não muito extensa, separada por morros, com ilhotas no mar, pedras e limpa, bem limpa, linda sem o sol, como será com ele?, um rio, se assim posso chamar, corta Cambury de Camburizinho, tida como mais elitista. Atravesso depois de ver o vendedor de queijo coalho, que aqui até cheira melhor, levar seus produtos mais ou menos com a água na altura da cintura, me ensinando que o primeiro caminho que tentei, no qual afundei até o pescoço, era totalmente errado. Do outro lado, andei pouco pelas pedras e cheguei à entrada de uma pequena trilha. Uns momentos sozinho, e o repouso para a mente, o momento para mim.
Ocupei alguns minutos para andar e ver onde dava aquele caminho pouco mais largo que o que me levou à praia. Ali, a avenida tinha os paralelepípedos hexagonais, corroborando, talvez, a tese de que tal área era mais elitista. Voltei e sentei na areia, deitei, pus-me a pensar.
Na vida, nos amigos, na festa que aquela praia podia abrigar, na sensação de liberdade, na semana, no que está por vir, em tudo.
A sensação de paraíso permite isso.
É daquelas cidades, ao menos esta parte, que relembram o interior do interior. A avenida que teoricamente levaria a alcunha ou a definição de principal é um teste arenoso para suspensões de carros, com buracos quase semelhantes e separados entre si por distâncias congruentes. Os caminhos estreitos que levam à praia contêm barracas de vendedores de anéis e outras jóias de prata, a partir de 30 reais, sorveteria, espaços para cafés-da-manhã e comidas caseiras, até micromercado, mas todos com a bandeira do cartão de crédito, o Visa, para aceitarem a volúpia dos turistas que se dão ao luxo de gastar grana considerável nesta cidade cara, não apenas nesta parte.
E até chegar lá, a tarefa não é das mais simples, mesmo a pé. São ruas que nestes dias se compõem de lama e terreno nada regular, em que os desvios se fazem mais do que necessários. Notam-se pousadas com conexão wi-fi, mas ainda não sou tão louco para sair com o laptop na mão só para alcançar o ponto de encontrar uma rede aberta ali ou acolá. Bradesco tem de monte, Bradesco Dia e Noite, Bradesco com fachada colonial, Bradesco de ponta-cabeça, Bradesco no shopping e logo a cem metros, caixa eletrônico do Bradesco.
A praia. É daquelas areias brancas, pequena, característica do norte, não muito extensa, separada por morros, com ilhotas no mar, pedras e limpa, bem limpa, linda sem o sol, como será com ele?, um rio, se assim posso chamar, corta Cambury de Camburizinho, tida como mais elitista. Atravesso depois de ver o vendedor de queijo coalho, que aqui até cheira melhor, levar seus produtos mais ou menos com a água na altura da cintura, me ensinando que o primeiro caminho que tentei, no qual afundei até o pescoço, era totalmente errado. Do outro lado, andei pouco pelas pedras e cheguei à entrada de uma pequena trilha. Uns momentos sozinho, e o repouso para a mente, o momento para mim.
Ocupei alguns minutos para andar e ver onde dava aquele caminho pouco mais largo que o que me levou à praia. Ali, a avenida tinha os paralelepípedos hexagonais, corroborando, talvez, a tese de que tal área era mais elitista. Voltei e sentei na areia, deitei, pus-me a pensar.
Na vida, nos amigos, na festa que aquela praia podia abrigar, na sensação de liberdade, na semana, no que está por vir, em tudo.
A sensação de paraíso permite isso.
É daquelas cidades, ao menos esta parte, que relembram o interior do interior. A avenida que teoricamente levaria a alcunha ou a definição de principal é um teste arenoso para suspensões de carros, com buracos quase semelhantes e separados entre si por distâncias congruentes. Os caminhos estreitos que levam à praia contêm barracas de vendedores de anéis e outras jóias de prata, a partir de 30 reais, sorveteria, espaços para cafés-da-manhã e comidas caseiras, até micromercado, mas todos com a bandeira do cartão de crédito, o Visa, para aceitarem a volúpia dos turistas que se dão ao luxo de gastar grana considerável nesta cidade cara, não apenas nesta parte.
E até chegar lá, a tarefa não é das mais simples, mesmo a pé. São ruas que nestes dias se compõem de lama e terreno nada regular, em que os desvios se fazem mais do que necessários. Notam-se pousadas com conexão wi-fi, mas ainda não sou tão louco para sair com o laptop na mão só para alcançar o ponto de encontrar uma rede aberta ali ou acolá. Bradesco tem de monte, Bradesco Dia e Noite, Bradesco com fachada colonial, Bradesco de ponta-cabeça, Bradesco no shopping e logo a cem metros, caixa eletrônico do Bradesco.
A praia. É daquelas areias brancas, pequena, característica do norte, não muito extensa, separada por morros, com ilhotas no mar, pedras e limpa, bem limpa, linda sem o sol, como será com ele?, um rio, se assim posso chamar, corta Cambury de Camburizinho, tida como mais elitista. Atravesso depois de ver o vendedor de queijo coalho, que aqui até cheira melhor, levar seus produtos mais ou menos com a água na altura da cintura, me ensinando que o primeiro caminho que tentei, no qual afundei até o pescoço, era totalmente errado. Do outro lado, andei pouco pelas pedras e cheguei à entrada de uma pequena trilha. Uns momentos sozinho, e o repouso para a mente, o momento para mim.
Ocupei alguns minutos para andar e ver onde dava aquele caminho pouco mais largo que o que me levou à praia. Ali, a avenida tinha os paralelepípedos hexagonais, corroborando, talvez, a tese de que tal área era mais elitista. Voltei e sentei na areia, deitei, pus-me a pensar.
Na vida, nos amigos, na festa que aquela praia podia abrigar, na sensação de liberdade, na semana, no que está por vir, em tudo.
Comemoro-o aqui, com um suco de laranja, num shoppinho, bem inho mesmo, agradável em Camburizinho. Alguns almoçam a meu lado esquerdo, um casal de amigas conversa qualquer assunto à direita, o garçom quebra o copo no bar, viva!
O tempo é feio, o sol quer sair, mas as nuvens teimam. Há um certo mormaço. O cheiro é bom.
Obrigado a todos os que aqui estiveram nos últimos 1.827 dias.
5 anos de blog.
Comemoro-o aqui, com um suco de laranja, num shoppinho, bem inho mesmo, agradável em Camburizinho. Alguns almoçam a meu lado esquerdo, um casal de amigas conversa qualquer assunto à direita, o garçom quebra o copo no bar, viva!
O tempo é feio, o sol quer sair, mas as nuvens teimam. Há um certo mormaço. O cheiro é bom.
Obrigado a todos os que aqui estiveram nos últimos 1.827 dias.
5 anos de blog.
Comemoro-o aqui, com um suco de laranja, num shoppinho, bem inho mesmo, agradável em Camburizinho. Alguns almoçam a meu lado esquerdo, um casal de amigas conversa qualquer assunto à direita, o garçom quebra o copo no bar, viva!
O tempo é feio, o sol quer sair, mas as nuvens teimam. Há um certo mormaço. O cheiro é bom.
Obrigado a todos os que aqui estiveram nos últimos 1.827 dias.
Acordei quase dez minutos antes de o despertador com a música mais famosa de Amy Winehouse, a da reabilitação, tocar em meu celular e enrolei um pouco. Ainda havia coisas a se pôr na mochila, o banho seria rápido, o tempo úmido indicava chuva a qualquer momento. Pronto, tomei o café sempre a contragosto, o copázio de leite com achocolatado, a bisnaga pequena com requeijão recém-descongelado. Feitas as despedidas à mãe e à empregada, parti para o metrô também carregando a mala em que tudo cabe, talvez até a mãe e a empregada, e o travesseiro a tiracolo. Embarquei na direção contrária só para garantir o assento mais confortável até meu destino.
Não estava lá tão cômodo com os pertences repousados entre as pernas e aquele que levo às costas sobre os membros inferiores. Tirei deste o “Ensaio sobre a cegueira”, página 38, os cegos que assim ficaram foram levados a um manicómio, assim, com acento agudo, português nativo, desativado por ordem do Governo, está interessante a leitura, todo mundo fala bem com razão, bem capaz que seja daqueles livros que vão figurar na lista dos melhores, se bem que, por eu ler tão pouco, coisa vergonhosa, facilmente vai ser um dos top. Sentou a meu lado uma moça não muito bonita, cabelos não tão bem pintados de um louro não muito comum, a blusa não tão bem ajustada ao corpo e ela não ficou acordada por mais de dois ou três minutos. Logo me vi na estação que bifurca as duas principais linhas.
No posto contíguo agora se encontrava um rapaz levemente robusto, de meia idade, ainda que meia idade não queira significar lá algo muito expressivo, afinal o que seria uma idade inteira?, ele também empunhava um livro, dedo indicador para marcar onde parou de ler. Recostou a cabeça na parede do vagão, entortou seu óculos e adormeceu. Uma estação antes de meu destino, guardei meu Saramago e fui pegando meus acessórios sem que o bocó se movesse, algo que me atrapalhou. Viu que me levantei e recolheu as pernas para que eu pudesse passar, e só assim vi que lia Proust, só um bocó mesmo lê Proust, Marcel Proust, que fez uma lei qualquer na vida, e aí os professores enchem a boca para lecionar o que Proust descobriu, grande Proust, que me remete a Prost, o Alain, e estou de férias, de trabalho quero certa distância.
Passei pelo corredor da estação e vi todas as praças alimentícias, nenhuma das mais saudáveis, o pão de queijo, a esfiha, os doces calóricos, o suco natural estranhamente encarecido. Parei no espaço do chá mate e o pedi com leite, por gula mesmo, estava sem fome, desceu difícil, fez-se pesado no estômago. Às 9h30, vi a mensagem de que o companheiro de viagem havia ligado; retornei a chamada e ouvi o atraso. Entrei na farmácia, comprei quatro sachês de chiclete, um xampu e um condicionador da mesma marca, 24 reais, exatos, pensei na ingratidão do número e me conformei que seria pior se fossem 24,24. Às 10, pontualmente, chegava a caravana rumo a Cambury, com Y e não com I.
Fui no banco do passageiro, o Mário André dirigindo, a namorada Taís, o primo desta Renan e a amiga Betina ensardinhados atrás, passamos no posto, o óleo do carro foi trocado, a gasolina posta, a água de dois litros comprada, a sensação de que a garoa apertava, a constatação de que assim continuaria o dia todo. Estrada pega, seguimos a rota ao litoral norte pela rodovia que sempre conduz ao sul, a placa à esquerda indicando Cubatão, Guarujá e Bertioga, as curvas desconhecidas, a saída 248 para a Rio-Santos. Renan sentiu vontade voraz de descarregar suas necessidades, Xixi ou cocô, perguntou Mário, e o sofredor menino de 14 para 15 anos respondeu, Número 1, e gostei de escrever isto como o escritor que ganhou o Nobel de Literatura por sua obra, mesmo que me soe esquisito. Minutos depois foi minha vez de sentir rebuscadas pontadas no estômago, pedindo que Mário me despejasse em qualquer lugar digno de um vaso que comportasse meus dejetos. Tentamos uma marmoraria assim que Bertioga foi deixada para trás, três caras estavam na porta, e o mais desdentado afirmou que lá não havia um banheiro, e pensei o mesmo que Renan, Eles são entupidos?, e eu imaginei que eles haviam locupletado seus respectivos retos com mármore. Uma entrada depois, achamos o Real, um mercado. Ao açougueiro que atendia uma senhora, perguntei pelo lugar da realeza e após ler o recado borrado e quase ilegível na porta de que não era possível usar, entrei. Vi seis rolos de papel higiênico e senti um alívio de milissegundos.
A privada entupiu.
Saí como um delinqüente, mas livre de certas coisas, corri para o carro e seguimos a viagem. A mãe ligou perguntando se estava tudo bem porque havia recebido um daqueles telefonemas dos vagabundos presidiários que têm celular na cadeia e ligam a cobrar do Rio para assustar as famílias anunciando seus inexistentes seqüestros. Outro dia fui eu quem atendi, a menina, má atriz, falava, Mãe, mãe, eu fui seqüestrada, e eu respondi, Que pena, não tenho irmã, e desliguei. Tempo depois, foi o chefe quem aparecia no visor do celular, e a distância do trabalho viu-se nula. Queria saber quem dos demais quatro colegas de trabalho tinha passaporte e visto para uma viagem-relâmpago a Daytona, pensei um oh! longo, depois soube que nenhum deles tinha nada, imagino que tenham ficado relativamente putos consigo por não estarem preparados. Eu ficaria porque os meus ambos já expiraram.
Assim que o aviso da chegada de Cambury pintou às nossas vistas, um minuto foi necessário para que chegássemos ao condomínio onde ficaremos longa semana. Após comentários nem tão bondosos dos demais convivas, carregamos roupas e afins até chegarmos a casa. Ela é diferente do que havia imaginado, menos do que aguardava, mas simpática e aprazível. São dois quartos relativamente apertados, uma sala interligada à cozinha e um corredor que serve de varanda. No tanque, aproveitei para lavar o gorro que usei na lamacenta rave do fim de semana; depois me propus a ajudar Ana, que chamei Silvana ao longo do dia, no preparo do almoço. Cozinhei um pacote de macarrão parafuso, oito salsichas e, com atum e maionese, preparei uma salada com a pasta italiana. Junto ao arroz, foi nossa primeira refeição. Veio a chuva.
A tarde destinou-se à jogatina. Na caxeta, ganhei fácil. O fato marcante foi Renan ter deixado cair o dez de espadas do baralho vermelho no vão daqueles chãos feitos com ripas de madeira. Ele ficou com cara de cu mal lavado, e aproveito a deixa para dizer que fui ao banho depois de ter procurado, com relativa calma, a carteira. Cheguei a imaginar que tinha caído no mercado, como dessas justiças que a vida prepara só porque, ao sair de lá, comentei que nunca mais voltaria a ele.
De carro fomos a Boiçucanga com a promessa de Marcelo, marido de Ana-Silvana, de irmos ao shopping da cidade. Ainda sob garoa, não pude avisar a pleno o mar revolto; também não queria, mesmo. O centro de compras era na verdade um piso térreo aberto com locais para grandes lojas enfiarem a faca nos visitantes e turistas. Um milkshake de Ovomaltine do Bob’s, única coisa que presta nesta rede de lanches, custa 8,50 em seus 500 mL. Ao menos, a refeição foi barata: um fetuccini com tomate seco, presunto, pimentão, gorgonzola e frango a 9,50. Duas mulheres chamavam atenção por suas curvas, uma loira e outra morena. Começaram a falar em castelhano, argentinas, creio. Boas em qualquer língua. Notei alguns com laptop no local e vi que a rede de internet é aberta. É lá que nesta terça deverei incluir este arrastado post no blog.
Assim que voltamos, recebi de Rodrigo uma mensagem em São Paulo. Rodrigo vai descer com Renato na quinta, e comemoraremos o aniversário do primeiro, cujos traços do rosto me são muito semelhantes, daí minha admiração por este ser tão iluminado e querido. Propuseram o can-can, adaptação do mau-mau, aquele jogo de cartas em que se tem de falar o nome de batismo quando se joga a penúltima carta à mesa. Com as regras mal jogadas, demoramos umas quatro horas para terminar duas partidas; seguindo-as, a coisa fluiu. Mário por vezes se fez criança e fez beiço. Acabou ganhando.
Chegou a hora de dormir. O pesadelo veio antes. Primeiro pelo lugar, a sala, no sofá-cama não muito aconchegante. Pus o lençol sobre ele e para me cobrir peguei o edredom de Renan. Apaguei as luzes, e o canto dos pernilongos surgiu. Cacei um por um com o chinelo branco do pé esquerdo. Foi a enésima vez que perguntei a função destes mosquitos hematófagos na natureza, encontrando como resposta, de praxe, o nada. Passadas quatro da manhã, ainda havia um puto sobrevoando minha mente e impedindo meu sono. Fui ao quarto, peguei a mochila, o mp4 e o fone que também abafa o som, e assim pude me recostar mais calmamente.
Foi às 11 e pouco que acordei, com o som das teclas do meu celular sendo insistentemente apertados por Mário e Renan. Aliás, Mário é caso sério. Os gracejos que solta são os mesmos que D. João VI trouxe para o Brasil há 200 anos. Coisas do tipo, Quando você vai à praia, você corre ou só caminha?, notem o cacófato, e tem o Você gosta de vitamina?, aí respondem gosto, e ele, Então bate com um mamão, outro cacófato, muito engraçado, o Mário André. O café resumiu-se a leite com bolachas recheadas, e depois passei a buscar uma tomada ou um benjamim que recebesse o fio do computador portátil, totalmente sem bateria nem sei por quê. Francisco, o auxiliador do zelador, foi quem me trouxe o pequeno aparato salvador de vidas de escritores malfadados. Há uma entrada para telefone aqui, mas ainda estou a ver se funciona. Já há o pino para encaixar e trouxe o fio para a velhusca conexão discada. Vou ver se dá certo.
Não. O discador do iG não está habilitado. Culpa do fotógrafo Carsten Horst, agora pai do Nikolas, que foi fazer umas modificações na configuração do computador e sumiu com o programa, Vou mudar tudo, ele disse na viagem a Florianópolis, Eu vou instalar também o novo Office. E eu não gostei, e em São Paulo, naquela prova fatídica, ele prometeu, Eu reinstalo o antigo, não reinstalou e agora me ferrei. Carsten de uma figa, viu.
Parei com a pretensão à Saramago.
Ler comentários
Acordei quase dez minutos antes de o despertador com a música mais famosa de Amy Winehouse, a da reabilitação, tocar em meu celular e enrolei um pouco. Ainda havia coisas a se pôr na mochila, o banho seria rápido, o tempo úmido indicava chuva a qualquer momento. Pronto, tomei o café sempre a contragosto, o copázio de leite com achocolatado, a bisnaga pequena com requeijão recém-descongelado. Feitas as despedidas à mãe e à empregada, parti para o metrô também carregando a mala em que tudo cabe, talvez até a mãe e a empregada, e o travesseiro a tiracolo. Embarquei na direção contrária só para garantir o assento mais confortável até meu destino.
Não estava lá tão cômodo com os pertences repousados entre as pernas e aquele que levo às costas sobre os membros inferiores. Tirei deste o “Ensaio sobre a cegueira”, página 38, os cegos que assim ficaram foram levados a um manicómio, assim, com acento agudo, português nativo, desativado por ordem do Governo, está interessante a leitura, todo mundo fala bem com razão, bem capaz que seja daqueles livros que vão figurar na lista dos melhores, se bem que, por eu ler tão pouco, coisa vergonhosa, facilmente vai ser um dos top. Sentou a meu lado uma moça não muito bonita, cabelos não tão bem pintados de um louro não muito comum, a blusa não tão bem ajustada ao corpo e ela não ficou acordada por mais de dois ou três minutos. Logo me vi na estação que bifurca as duas principais linhas.
No posto contíguo agora se encontrava um rapaz levemente robusto, de meia idade, ainda que meia idade não queira significar lá algo muito expressivo, afinal o que seria uma idade inteira?, ele também empunhava um livro, dedo indicador para marcar onde parou de ler. Recostou a cabeça na parede do vagão, entortou seu óculos e adormeceu. Uma estação antes de meu destino, guardei meu Saramago e fui pegando meus acessórios sem que o bocó se movesse, algo que me atrapalhou. Viu que me levantei e recolheu as pernas para que eu pudesse passar, e só assim vi que lia Proust, só um bocó mesmo lê Proust, Marcel Proust, que fez uma lei qualquer na vida, e aí os professores enchem a boca para lecionar o que Proust descobriu, grande Proust, que me remete a Prost, o Alain, e estou de férias, de trabalho quero certa distância.
Passei pelo corredor da estação e vi todas as praças alimentícias, nenhuma das mais saudáveis, o pão de queijo, a esfiha, os doces calóricos, o suco natural estranhamente encarecido. Parei no espaço do chá mate e o pedi com leite, por gula mesmo, estava sem fome, desceu difícil, fez-se pesado no estômago. Às 9h30, vi a mensagem de que o companheiro de viagem havia ligado; retornei a chamada e ouvi o atraso. Entrei na farmácia, comprei quatro sachês de chiclete, um xampu e um condicionador da mesma marca, 24 reais, exatos, pensei na ingratidão do número e me conformei que seria pior se fossem 24,24. Às 10, pontualmente, chegava a caravana rumo a Cambury, com Y e não com I.
Fui no banco do passageiro, o Mário André dirigindo, a namorada Taís, o primo desta Renan e a amiga Betina ensardinhados atrás, passamos no posto, o óleo do carro foi trocado, a gasolina posta, a água de dois litros comprada, a sensação de que a garoa apertava, a constatação de que assim continuaria o dia todo. Estrada pega, seguimos a rota ao litoral norte pela rodovia que sempre conduz ao sul, a placa à esquerda indicando Cubatão, Guarujá e Bertioga, as curvas desconhecidas, a saída 248 para a Rio-Santos. Renan sentiu vontade voraz de descarregar suas necessidades, Xixi ou cocô, perguntou Mário, e o sofredor menino de 14 para 15 anos respondeu, Número 1, e gostei de escrever isto como o escritor que ganhou o Nobel de Literatura por sua obra, mesmo que me soe esquisito. Minutos depois foi minha vez de sentir rebuscadas pontadas no estômago, pedindo que Mário me despejasse em qualquer lugar digno de um vaso que comportasse meus dejetos. Tentamos uma marmoraria assim que Bertioga foi deixada para trás, três caras estavam na porta, e o mais desdentado afirmou que lá não havia um banheiro, e pensei o mesmo que Renan, Eles são entupidos?, e eu imaginei que eles haviam locupletado seus respectivos retos com mármore. Uma entrada depois, achamos o Real, um mercado. Ao açougueiro que atendia uma senhora, perguntei pelo lugar da realeza e após ler o recado borrado e quase ilegível na porta de que não era possível usar, entrei. Vi seis rolos de papel higiênico e senti um alívio de milissegundos.
A privada entupiu.
Saí como um delinqüente, mas livre de certas coisas, corri para o carro e seguimos a viagem. A mãe ligou perguntando se estava tudo bem porque havia recebido um daqueles telefonemas dos vagabundos presidiários que têm celular na cadeia e ligam a cobrar do Rio para assustar as famílias anunciando seus inexistentes seqüestros. Outro dia fui eu quem atendi, a menina, má atriz, falava, Mãe, mãe, eu fui seqüestrada, e eu respondi, Que pena, não tenho irmã, e desliguei. Tempo depois, foi o chefe quem aparecia no visor do celular, e a distância do trabalho viu-se nula. Queria saber quem dos demais quatro colegas de trabalho tinha passaporte e visto para uma viagem-relâmpago a Daytona, pensei um oh! longo, depois soube que nenhum deles tinha nada, imagino que tenham ficado relativamente putos consigo por não estarem preparados. Eu ficaria porque os meus ambos já expiraram.
Assim que o aviso da chegada de Cambury pintou às nossas vistas, um minuto foi necessário para que chegássemos ao condomínio onde ficaremos longa semana. Após comentários nem tão bondosos dos demais convivas, carregamos roupas e afins até chegarmos a casa. Ela é diferente do que havia imaginado, menos do que aguardava, mas simpática e aprazível. São dois quartos relativamente apertados, uma sala interligada à cozinha e um corredor que serve de varanda. No tanque, aproveitei para lavar o gorro que usei na lamacenta rave do fim de semana; depois me propus a ajudar Ana, que chamei Silvana ao longo do dia, no preparo do almoço. Cozinhei um pacote de macarrão parafuso, oito salsichas e, com atum e maionese, preparei uma salada com a pasta italiana. Junto ao arroz, foi nossa primeira refeição. Veio a chuva.
A tarde destinou-se à jogatina. Na caxeta, ganhei fácil. O fato marcante foi Renan ter deixado cair o dez de espadas do baralho vermelho no vão daqueles chãos feitos com ripas de madeira. Ele ficou com cara de cu mal lavado, e aproveito a deixa para dizer que fui ao banho depois de ter procurado, com relativa calma, a carteira. Cheguei a imaginar que tinha caído no mercado, como dessas justiças que a vida prepara só porque, ao sair de lá, comentei que nunca mais voltaria a ele.
De carro fomos a Boiçucanga com a promessa de Marcelo, marido de Ana-Silvana, de irmos ao shopping da cidade. Ainda sob garoa, não pude avisar a pleno o mar revolto; também não queria, mesmo. O centro de compras era na verdade um piso térreo aberto com locais para grandes lojas enfiarem a faca nos visitantes e turistas. Um milkshake de Ovomaltine do Bob’s, única coisa que presta nesta rede de lanches, custa 8,50 em seus 500 mL. Ao menos, a refeição foi barata: um fetuccini com tomate seco, presunto, pimentão, gorgonzola e frango a 9,50. Duas mulheres chamavam atenção por suas curvas, uma loira e outra morena. Começaram a falar em castelhano, argentinas, creio. Boas em qualquer língua. Notei alguns com laptop no local e vi que a rede de internet é aberta. É lá que nesta terça deverei incluir este arrastado post no blog.
Assim que voltamos, recebi de Rodrigo uma mensagem em São Paulo. Rodrigo vai descer com Renato na quinta, e comemoraremos o aniversário do primeiro, cujos traços do rosto me são muito semelhantes, daí minha admiração por este ser tão iluminado e querido. Propuseram o can-can, adaptação do mau-mau, aquele jogo de cartas em que se tem de falar o nome de batismo quando se joga a penúltima carta à mesa. Com as regras mal jogadas, demoramos umas quatro horas para terminar duas partidas; seguindo-as, a coisa fluiu. Mário por vezes se fez criança e fez beiço. Acabou ganhando.
Chegou a hora de dormir. O pesadelo veio antes. Primeiro pelo lugar, a sala, no sofá-cama não muito aconchegante. Pus o lençol sobre ele e para me cobrir peguei o edredom de Renan. Apaguei as luzes, e o canto dos pernilongos surgiu. Cacei um por um com o chinelo branco do pé esquerdo. Foi a enésima vez que perguntei a função destes mosquitos hematófagos na natureza, encontrando como resposta, de praxe, o nada. Passadas quatro da manhã, ainda havia um puto sobrevoando minha mente e impedindo meu sono. Fui ao quarto, peguei a mochila, o mp4 e o fone que também abafa o som, e assim pude me recostar mais calmamente.
Foi às 11 e pouco que acordei, com o som das teclas do meu celular sendo insistentemente apertados por Mário e Renan. Aliás, Mário é caso sério. Os gracejos que solta são os mesmos que D. João VI trouxe para o Brasil há 200 anos. Coisas do tipo, Quando você vai à praia, você corre ou só caminha?, notem o cacófato, e tem o Você gosta de vitamina?, aí respondem gosto, e ele, Então bate com um mamão, outro cacófato, muito engraçado, o Mário André. O café resumiu-se a leite com bolachas recheadas, e depois passei a buscar uma tomada ou um benjamim que recebesse o fio do computador portátil, totalmente sem bateria nem sei por quê. Francisco, o auxiliador do zelador, foi quem me trouxe o pequeno aparato salvador de vidas de escritores malfadados. Há uma entrada para telefone aqui, mas ainda estou a ver se funciona. Já há o pino para encaixar e trouxe o fio para a velhusca conexão discada. Vou ver se dá certo.
Não. O discador do iG não está habilitado. Culpa do fotógrafo Carsten Horst, agora pai do Nikolas, que foi fazer umas modificações na configuração do computador e sumiu com o programa, Vou mudar tudo, ele disse na viagem a Florianópolis, Eu vou instalar também o novo Office. E eu não gostei, e em São Paulo, naquela prova fatídica, ele prometeu, Eu reinstalo o antigo, não reinstalou e agora me ferrei. Carsten de uma figa, viu.
Parei com a pretensão à Saramago.
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Acordei quase dez minutos antes de o despertador com a música mais famosa de Amy Winehouse, a da reabilitação, tocar em meu celular e enrolei um pouco. Ainda havia coisas a se pôr na mochila, o banho seria rápido, o tempo úmido indicava chuva a qualquer momento. Pronto, tomei o café sempre a contragosto, o copázio de leite com achocolatado, a bisnaga pequena com requeijão recém-descongelado. Feitas as despedidas à mãe e à empregada, parti para o metrô também carregando a mala em que tudo cabe, talvez até a mãe e a empregada, e o travesseiro a tiracolo. Embarquei na direção contrária só para garantir o assento mais confortável até meu destino.
Não estava lá tão cômodo com os pertences repousados entre as pernas e aquele que levo às costas sobre os membros inferiores. Tirei deste o “Ensaio sobre a cegueira”, página 38, os cegos que assim ficaram foram levados a um manicómio, assim, com acento agudo, português nativo, desativado por ordem do Governo, está interessante a leitura, todo mundo fala bem com razão, bem capaz que seja daqueles livros que vão figurar na lista dos melhores, se bem que, por eu ler tão pouco, coisa vergonhosa, facilmente vai ser um dos top. Sentou a meu lado uma moça não muito bonita, cabelos não tão bem pintados de um louro não muito comum, a blusa não tão bem ajustada ao corpo e ela não ficou acordada por mais de dois ou três minutos. Logo me vi na estação que bifurca as duas principais linhas.
No posto contíguo agora se encontrava um rapaz levemente robusto, de meia idade, ainda que meia idade não queira significar lá algo muito expressivo, afinal o que seria uma idade inteira?, ele também empunhava um livro, dedo indicador para marcar onde parou de ler. Recostou a cabeça na parede do vagão, entortou seu óculos e adormeceu. Uma estação antes de meu destino, guardei meu Saramago e fui pegando meus acessórios sem que o bocó se movesse, algo que me atrapalhou. Viu que me levantei e recolheu as pernas para que eu pudesse passar, e só assim vi que lia Proust, só um bocó mesmo lê Proust, Marcel Proust, que fez uma lei qualquer na vida, e aí os professores enchem a boca para lecionar o que Proust descobriu, grande Proust, que me remete a Prost, o Alain, e estou de férias, de trabalho quero certa distância.
Passei pelo corredor da estação e vi todas as praças alimentícias, nenhuma das mais saudáveis, o pão de queijo, a esfiha, os doces calóricos, o suco natural estranhamente encarecido. Parei no espaço do chá mate e o pedi com leite, por gula mesmo, estava sem fome, desceu difícil, fez-se pesado no estômago. Às 9h30, vi a mensagem de que o companheiro de viagem havia ligado; retornei a chamada e ouvi o atraso. Entrei na farmácia, comprei quatro sachês de chiclete, um xampu e um condicionador da mesma marca, 24 reais, exatos, pensei na ingratidão do número e me conformei que seria pior se fossem 24,24. Às 10, pontualmente, chegava a caravana rumo a Cambury, com Y e não com I.
Fui no banco do passageiro, o Mário André dirigindo, a namorada Taís, o primo desta Renan e a amiga Betina ensardinhados atrás, passamos no posto, o óleo do carro foi trocado, a gasolina posta, a água de dois litros comprada, a sensação de que a garoa apertava, a constatação de que assim continuaria o dia todo. Estrada pega, seguimos a rota ao litoral norte pela rodovia que sempre conduz ao sul, a placa à esquerda indicando Cubatão, Guarujá e Bertioga, as curvas desconhecidas, a saída 248 para a Rio-Santos. Renan sentiu vontade voraz de descarregar suas necessidades, Xixi ou cocô, perguntou Mário, e o sofredor menino de 14 para 15 anos respondeu, Número 1, e gostei de escrever isto como o escritor que ganhou o Nobel de Literatura por sua obra, mesmo que me soe esquisito. Minutos depois foi minha vez de sentir rebuscadas pontadas no estômago, pedindo que Mário me despejasse em qualquer lugar digno de um vaso que comportasse meus dejetos. Tentamos uma marmoraria assim que Bertioga foi deixada para trás, três caras estavam na porta, e o mais desdentado afirmou que lá não havia um banheiro, e pensei o mesmo que Renan, Eles são entupidos?, e eu imaginei que eles haviam locupletado seus respectivos retos com mármore. Uma entrada depois, achamos o Real, um mercado. Ao açougueiro que atendia uma senhora, perguntei pelo lugar da realeza e após ler o recado borrado e quase ilegível na porta de que não era possível usar, entrei. Vi seis rolos de papel higiênico e senti um alívio de milissegundos.
A privada entupiu.
Saí como um delinqüente, mas livre de certas coisas, corri para o carro e seguimos a viagem. A mãe ligou perguntando se estava tudo bem porque havia recebido um daqueles telefonemas dos vagabundos presidiários que têm celular na cadeia e ligam a cobrar do Rio para assustar as famílias anunciando seus inexistentes seqüestros. Outro dia fui eu quem atendi, a menina, má atriz, falava, Mãe, mãe, eu fui seqüestrada, e eu respondi, Que pena, não tenho irmã, e desliguei. Tempo depois, foi o chefe quem aparecia no visor do celular, e a distância do trabalho viu-se nula. Queria saber quem dos demais quatro colegas de trabalho tinha passaporte e visto para uma viagem-relâmpago a Daytona, pensei um oh! longo, depois soube que nenhum deles tinha nada, imagino que tenham ficado relativamente putos consigo por não estarem preparados. Eu ficaria porque os meus ambos já expiraram.
Assim que o aviso da chegada de Cambury pintou às nossas vistas, um minuto foi necessário para que chegássemos ao condomínio onde ficaremos longa semana. Após comentários nem tão bondosos dos demais convivas, carregamos roupas e afins até chegarmos a casa. Ela é diferente do que havia imaginado, menos do que aguardava, mas simpática e aprazível. São dois quartos relativamente apertados, uma sala interligada à cozinha e um corredor que serve de varanda. No tanque, aproveitei para lavar o gorro que usei na lamacenta rave do fim de semana; depois me propus a ajudar Ana, que chamei Silvana ao longo do dia, no preparo do almoço. Cozinhei um pacote de macarrão parafuso, oito salsichas e, com atum e maionese, preparei uma salada com a pasta italiana. Junto ao arroz, foi nossa primeira refeição. Veio a chuva.
A tarde destinou-se à jogatina. Na caxeta, ganhei fácil. O fato marcante foi Renan ter deixado cair o dez de espadas do baralho vermelho no vão daqueles chãos feitos com ripas de madeira. Ele ficou com cara de cu mal lavado, e aproveito a deixa para dizer que fui ao banho depois de ter procurado, com relativa calma, a carteira. Cheguei a imaginar que tinha caído no mercado, como dessas justiças que a vida prepara só porque, ao sair de lá, comentei que nunca mais voltaria a ele.
De carro fomos a Boiçucanga com a promessa de Marcelo, marido de Ana-Silvana, de irmos ao shopping da cidade. Ainda sob garoa, não pude avisar a pleno o mar revolto; também não queria, mesmo. O centro de compras era na verdade um piso térreo aberto com locais para grandes lojas enfiarem a faca nos visitantes e turistas. Um milkshake de Ovomaltine do Bob’s, única coisa que presta nesta rede de lanches, custa 8,50 em seus 500 mL. Ao menos, a refeição foi barata: um fetuccini com tomate seco, presunto, pimentão, gorgonzola e frango a 9,50. Duas mulheres chamavam atenção por suas curvas, uma loira e outra morena. Começaram a falar em castelhano, argentinas, creio. Boas em qualquer língua. Notei alguns com laptop no local e vi que a rede de internet é aberta. É lá que nesta terça deverei incluir este arrastado post no blog.
Assim que voltamos, recebi de Rodrigo uma mensagem em São Paulo. Rodrigo vai descer com Renato na quinta, e comemoraremos o aniversário do primeiro, cujos traços do rosto me são muito semelhantes, daí minha admiração por este ser tão iluminado e querido. Propuseram o can-can, adaptação do mau-mau, aquele jogo de cartas em que se tem de falar o nome de batismo quando se joga a penúltima carta à mesa. Com as regras mal jogadas, demoramos umas quatro horas para terminar duas partidas; seguindo-as, a coisa fluiu. Mário por vezes se fez criança e fez beiço. Acabou ganhando.
Chegou a hora de dormir. O pesadelo veio antes. Primeiro pelo lugar, a sala, no sofá-cama não muito aconchegante. Pus o lençol sobre ele e para me cobrir peguei o edredom de Renan. Apaguei as luzes, e o canto dos pernilongos surgiu. Cacei um por um com o chinelo branco do pé esquerdo. Foi a enésima vez que perguntei a função destes mosquitos hematófagos na natureza, encontrando como resposta, de praxe, o nada. Passadas quatro da manhã, ainda havia um puto sobrevoando minha mente e impedindo meu sono. Fui ao quarto, peguei a mochila, o mp4 e o fone que também abafa o som, e assim pude me recostar mais calmamente.
Foi às 11 e pouco que acordei, com o som das teclas do meu celular sendo insistentemente apertados por Mário e Renan. Aliás, Mário é caso sério. Os gracejos que solta são os mesmos que D. João VI trouxe para o Brasil há 200 anos. Coisas do tipo, Quando você vai à praia, você corre ou só caminha?, notem o cacófato, e tem o Você gosta de vitamina?, aí respondem gosto, e ele, Então bate com um mamão, outro cacófato, muito engraçado, o Mário André. O café resumiu-se a leite com bolachas recheadas, e depois passei a buscar uma tomada ou um benjamim que recebesse o fio do computador portátil, totalmente sem bateria nem sei por quê. Francisco, o auxiliador do zelador, foi quem me trouxe o pequeno aparato salvador de vidas de escritores malfadados. Há uma entrada para telefone aqui, mas ainda estou a ver se funciona. Já há o pino para encaixar e trouxe o fio para a velhusca conexão discada. Vou ver se dá certo.
Não. O discador do iG não está habilitado. Culpa do fotógrafo Carsten Horst, agora pai do Nikolas, que foi fazer umas modificações na configuração do computador e sumiu com o programa, Vou mudar tudo, ele disse na viagem a Florianópolis, Eu vou instalar também o novo Office. E eu não gostei, e em São Paulo, naquela prova fatídica, ele prometeu, Eu reinstalo o antigo, não reinstalou e agora me ferrei. Carsten de uma figa, viu.
Não sei como as coisas vão se transcorrer nesta semana em que viajo, de forma que antecipo os cinco anos deste blog no próximo dia 23.
Tantos posts, tantas histórias, tantas vertentes, tantos assuntos, tantas coisas a compartilhar, problemas, sonhos, opiniões, furos, críticas e aberrações. E a idéia do diário eletrônico de quem tinha apenas 21 e ainda engatinhava como escriturário pouco afeito a exercer ofício em banco fez-se realidade. Logo vieram o trabalho novo, também prestes a comemorar seu qüinqüênio, e a transformação dos propósitos deste.
Vou para São Sebastião descansar um pouco. E, claro, curtir. Sem limites.
Não sei como as coisas vão se transcorrer nesta semana em que viajo, de forma que antecipo os cinco anos deste blog no próximo dia 23.
Tantos posts, tantas histórias, tantas vertentes, tantos assuntos, tantas coisas a compartilhar, problemas, sonhos, opiniões, furos, críticas e aberrações. E a idéia do diário eletrônico de quem tinha apenas 21 e ainda engatinhava como escriturário pouco afeito a exercer ofício em banco fez-se realidade. Logo vieram o trabalho novo, também prestes a comemorar seu qüinqüênio, e a transformação dos propósitos deste.
Vou para São Sebastião descansar um pouco. E, claro, curtir. Sem limites.
Não sei como as coisas vão se transcorrer nesta semana em que viajo, de forma que antecipo os cinco anos deste blog no próximo dia 23.
Tantos posts, tantas histórias, tantas vertentes, tantos assuntos, tantas coisas a compartilhar, problemas, sonhos, opiniões, furos, críticas e aberrações. E a idéia do diário eletrônico de quem tinha apenas 21 e ainda engatinhava como escriturário pouco afeito a exercer ofício em banco fez-se realidade. Logo vieram o trabalho novo, também prestes a comemorar seu qüinqüênio, e a transformação dos propósitos deste.
Vou para São Sebastião descansar um pouco. E, claro, curtir. Sem limites.
Raphael Matos, o mineiro que ganhou fácil a F-Atlantic, categoria de base da Champ Car no ano passado, vai correr em outro degrau de série principal em 2008. Será piloto da Andretti Green na Indy Pro Series. O anúncio será feito nesta sexta-feira à noite, tarde ainda nos EUA.
Corajoso. Abriu mão de US$ 2 mi que teria para se garantir num time da CC.
Acima de tudo, visionário.
Raphael Matos, o mineiro que ganhou fácil a F-Atlantic, categoria de base da Champ Car no ano passado, vai correr em outro degrau de série principal em 2008. Será piloto da Andretti Green na Indy Pro Series. O anúncio será feito nesta sexta-feira à noite, tarde ainda nos EUA.
Corajoso. Abriu mão de US$ 2 mi que teria para se garantir num time da CC.
Acima de tudo, visionário.
Raphael Matos, o mineiro que ganhou fácil a F-Atlantic, categoria de base da Champ Car no ano passado, vai correr em outro degrau de série principal em 2008. Será piloto da Andretti Green na Indy Pro Series. O anúncio será feito nesta sexta-feira à noite, tarde ainda nos EUA.
Corajoso. Abriu mão de US$ 2 mi que teria para se garantir num time da CC.
Não fosse Alexandre Scaglia, jornalista que agora é fodão da área de gestão
da TIM, meu problema não seria resolvido. Estou com celular novo, ótimo, sem
problemas, tira foto, passa música, tem jogos, faz filmagens. E também serve
para falar com as pessoas.
Pus, para quando me enviam mensagens, a música do de Frank, o puxa-frango.
Não sabe? Lá pelo minuto 2:20, mais ou menos, você ouvirá.
Não fosse Alexandre Scaglia, jornalista que agora é fodão da área de gestão
da TIM, meu problema não seria resolvido. Estou com celular novo, ótimo, sem
problemas, tira foto, passa música, tem jogos, faz filmagens. E também serve
para falar com as pessoas.
Pus, para quando me enviam mensagens, a música do de Frank, o puxa-frango.
Não sabe? Lá pelo minuto 2:20, mais ou menos, você ouvirá.
Não fosse Alexandre Scaglia, jornalista que agora é fodão da área de gestão
da TIM, meu problema não seria resolvido. Estou com celular novo, ótimo, sem
problemas, tira foto, passa música, tem jogos, faz filmagens. E também serve
para falar com as pessoas.
Pus, para quando me enviam mensagens, a música do de Frank, o puxa-frango.
Não sabe? Lá pelo minuto 2:20, mais ou menos, você ouvirá.
Verifico na votação do Prêmio iBest que este blog está em 12º lugar, com honroso 1% dos votos. Ótimo, ótimo, 1%, concorrendo contra conglomerados como Flamengo, Gomes, Capelli, Kfouri, Milton e Seixas.
Verifico na votação do Prêmio iBest que este blog está em 12º lugar, com honroso 1% dos votos. Ótimo, ótimo, 1%, concorrendo contra conglomerados como Flamengo, Gomes, Capelli, Kfouri, Milton e Seixas.
Verifico na votação do Prêmio iBest que este blog está em 12º lugar, com honroso 1% dos votos. Ótimo, ótimo, 1%, concorrendo contra conglomerados como Flamengo, Gomes, Capelli, Kfouri, Milton e Seixas.
Começa nesta quarta-feira o Paulistão 2008, que volta a ter sistema de mata-mata entre os quatro melhores da fase de pontos corridos. Para você, quem será campeão?
Começa nesta quarta-feira o Paulistão 2008, que volta a ter sistema de mata-mata entre os quatro melhores da fase de pontos corridos. Para você, quem será campeão?
Começa nesta quarta-feira o Paulistão 2008, que volta a ter sistema de mata-mata entre os quatro melhores da fase de pontos corridos. Para você, quem será campeão?
A Red Bull enviou um e-mail às dez colegas de trabalho de F-1 tentando encabeçar um movimento pró-pneus moles nos testes da semana que vem em Jerez de la Frontera. A alegação do time chefiado por Christian Horner é que os duros demoram demais para aquecer no inverno europeu e impedem uma melhor avaliação de determinados acertos.
A Ferrari foi a primeira a se manifestar. Contra. A resposta da mensagem eletrônica apontava basicamente que os pneus mais duros trazem maior constância e que são mais eficientes para o propósito dos treinos coletivos, que é o de analisar uma gama de 'set ups'. A RB está preocupada com a "top performance". E a Bridgestone, pela relação figadal que tem com a escuderia italiana, segue suas recomendações.
Também por isso, nenhum outro time mais quis argumentar via internet.
A Red Bull enviou um e-mail às dez colegas de trabalho de F-1 tentando encabeçar um movimento pró-pneus moles nos testes da semana que vem em Jerez de la Frontera. A alegação do time chefiado por Christian Horner é que os duros demoram demais para aquecer no inverno europeu e impedem uma melhor avaliação de determinados acertos.
A Ferrari foi a primeira a se manifestar. Contra. A resposta da mensagem eletrônica apontava basicamente que os pneus mais duros trazem maior constância e que são mais eficientes para o propósito dos treinos coletivos, que é o de analisar uma gama de 'set ups'. A RB está preocupada com a "top performance". E a Bridgestone, pela relação figadal que tem com a escuderia italiana, segue suas recomendações.
Também por isso, nenhum outro time mais quis argumentar via internet.
A Red Bull enviou um e-mail às dez colegas de trabalho de F-1 tentando encabeçar um movimento pró-pneus moles nos testes da semana que vem em Jerez de la Frontera. A alegação do time chefiado por Christian Horner é que os duros demoram demais para aquecer no inverno europeu e impedem uma melhor avaliação de determinados acertos.
A Ferrari foi a primeira a se manifestar. Contra. A resposta da mensagem eletrônica apontava basicamente que os pneus mais duros trazem maior constância e que são mais eficientes para o propósito dos treinos coletivos, que é o de analisar uma gama de 'set ups'. A RB está preocupada com a "top performance". E a Bridgestone, pela relação figadal que tem com a escuderia italiana, segue suas recomendações.
Também por isso, nenhum outro time mais quis argumentar via internet.
...mas Adrian Sutil, Giancarlo Fisichella e Vitantonio Liuzzi já estão em solo indiano, mais precisamente em Mumbai, para que a estonteante Force India apresente finalmente seus pilotos para a temporada.
...mas Adrian Sutil, Giancarlo Fisichella e Vitantonio Liuzzi já estão em solo indiano, mais precisamente em Mumbai, para que a estonteante Force India apresente finalmente seus pilotos para a temporada.
...mas Adrian Sutil, Giancarlo Fisichella e Vitantonio Liuzzi já estão em solo indiano, mais precisamente em Mumbai, para que a estonteante Force India apresente finalmente seus pilotos para a temporada.
A programação da Force India prevê que nem Giancarlo Fisichella nem Adrian Sutil, os dois pilotos que serão anunciados na próxima quinta, serão os primeiros a andar com o carro da "nova" equipe nos testes da semana que vem em Jerez. O italiano Vitantonio Liuzzi é quem vai andar no primeiro dia de treinos coletivos.
Além disso, FI e Super Aguri terão de pagar uma multa à FIA. A entidade obriga as equipes a oficializarem seus pilotos para a temporada seguinte até o dia 31 de dezembro do ano anterior. Só Sutil está confirmado no time de Vijay Mallya; no de Aguri Suzuki, nada, apesar de a federação ter divulgado em lista de inscritos que são Takuma Sato e Anthony Davidson.
A programação da Force India prevê que nem Giancarlo Fisichella nem Adrian Sutil, os dois pilotos que serão anunciados na próxima quinta, serão os primeiros a andar com o carro da "nova" equipe nos testes da semana que vem em Jerez. O italiano Vitantonio Liuzzi é quem vai andar no primeiro dia de treinos coletivos.
Além disso, FI e Super Aguri terão de pagar uma multa à FIA. A entidade obriga as equipes a oficializarem seus pilotos para a temporada seguinte até o dia 31 de dezembro do ano anterior. Só Sutil está confirmado no time de Vijay Mallya; no de Aguri Suzuki, nada, apesar de a federação ter divulgado em lista de inscritos que são Takuma Sato e Anthony Davidson.
A programação da Force India prevê que nem Giancarlo Fisichella nem Adrian Sutil, os dois pilotos que serão anunciados na próxima quinta, serão os primeiros a andar com o carro da "nova" equipe nos testes da semana que vem em Jerez. O italiano Vitantonio Liuzzi é quem vai andar no primeiro dia de treinos coletivos.
Além disso, FI e Super Aguri terão de pagar uma multa à FIA. A entidade obriga as equipes a oficializarem seus pilotos para a temporada seguinte até o dia 31 de dezembro do ano anterior. Só Sutil está confirmado no time de Vijay Mallya; no de Aguri Suzuki, nada, apesar de a federação ter divulgado em lista de inscritos que são Takuma Sato e Anthony Davidson.
Reproduzo matéria da colega Bárbara Skaba, do Último Segundo:
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, afirmou nesta terça-feira (7) que o Autódromo de Jacarepaguá será demolido. No lugar, será construído o Centro Olímpico Nacional de Treinamento, mesmo que o Rio não vença a disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A declaração foi feita durante o evento que lançou o projeto de aspiração de candidatura da capital fluminense às Olimpíadas, realizado no Museu de Arte Moderna (MAM), no Centro do Rio.
"O Centro Olímpico será construído no local onde se encontra o Autódromo de Jacarepaguá em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Este Centro será uma referência na América do Sul no que diz respeito ao treinamento de atletas de alto nível", declarou Nuzman. Segundo ele, um novo autódromo será construído em outro local da cidade, ainda não definido. "Sobrevoamos o Rio e já temos dois pontos em vista", explicou.
Ainda de acordo com Nuzman, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Enéas Scaglione, concorda com a iniciativa e participa da escolha do novo local.
O Centro Olímpico Nacional de Treinamento terá quatro pavilhões. Caso o Rio seja eleito sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o local abrigará basquete, judô, lutas, esgrima, handebol, hóquei sobre grama e pólo aquático."
Coisas que só a CBA pode fazer por você.
Reproduzo matéria da colega Bárbara Skaba, do Último Segundo:
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, afirmou nesta terça-feira (7) que o Autódromo de Jacarepaguá será demolido. No lugar, será construído o Centro Olímpico Nacional de Treinamento, mesmo que o Rio não vença a disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A declaração foi feita durante o evento que lançou o projeto de aspiração de candidatura da capital fluminense às Olimpíadas, realizado no Museu de Arte Moderna (MAM), no Centro do Rio.
"O Centro Olímpico será construído no local onde se encontra o Autódromo de Jacarepaguá em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Este Centro será uma referência na América do Sul no que diz respeito ao treinamento de atletas de alto nível", declarou Nuzman. Segundo ele, um novo autódromo será construído em outro local da cidade, ainda não definido. "Sobrevoamos o Rio e já temos dois pontos em vista", explicou.
Ainda de acordo com Nuzman, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Enéas Scaglione, concorda com a iniciativa e participa da escolha do novo local.
O Centro Olímpico Nacional de Treinamento terá quatro pavilhões. Caso o Rio seja eleito sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o local abrigará basquete, judô, lutas, esgrima, handebol, hóquei sobre grama e pólo aquático."
Coisas que só a CBA pode fazer por você.
Reproduzo matéria da colega Bárbara Skaba, do Último Segundo:
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, afirmou nesta terça-feira (7) que o Autódromo de Jacarepaguá será demolido. No lugar, será construído o Centro Olímpico Nacional de Treinamento, mesmo que o Rio não vença a disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A declaração foi feita durante o evento que lançou o projeto de aspiração de candidatura da capital fluminense às Olimpíadas, realizado no Museu de Arte Moderna (MAM), no Centro do Rio.
"O Centro Olímpico será construído no local onde se encontra o Autódromo de Jacarepaguá em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Este Centro será uma referência na América do Sul no que diz respeito ao treinamento de atletas de alto nível", declarou Nuzman. Segundo ele, um novo autódromo será construído em outro local da cidade, ainda não definido. "Sobrevoamos o Rio e já temos dois pontos em vista", explicou.
Ainda de acordo com Nuzman, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Enéas Scaglione, concorda com a iniciativa e participa da escolha do novo local.
O Centro Olímpico Nacional de Treinamento terá quatro pavilhões. Caso o Rio seja eleito sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o local abrigará basquete, judô, lutas, esgrima, handebol, hóquei sobre grama e pólo aquático."
De volta ao batente, mas por pouco tempo. Logo mais, férias.
Vi só à noite o novo carro da Ferrari. Olhando de frente, notei que o centro do carro forma a cabeça de uma cobra. Os dois olhos profundos, a abertura pequena que representaria o sensor térmico do réptil rastejante e abaixo a boca.
Isso é o que dá tirar um sábado para ver documentário no NatGeo.
De volta ao batente, mas por pouco tempo. Logo mais, férias.
Vi só à noite o novo carro da Ferrari. Olhando de frente, notei que o centro do carro forma a cabeça de uma cobra. Os dois olhos profundos, a abertura pequena que representaria o sensor térmico do réptil rastejante e abaixo a boca.
Isso é o que dá tirar um sábado para ver documentário no NatGeo.
De volta ao batente, mas por pouco tempo. Logo mais, férias.
Vi só à noite o novo carro da Ferrari. Olhando de frente, notei que o centro do carro forma a cabeça de uma cobra. Os dois olhos profundos, a abertura pequena que representaria o sensor térmico do réptil rastejante e abaixo a boca.
Isso é o que dá tirar um sábado para ver documentário no NatGeo.
Era uma ladeira, lado esquerdo da rua, uma porta, uma campainha, desta do tipo luz de casa. De um lado, Oscar Magrini e eu; do outro, Karina Saldias (é esse o sobrenome?; acho que sim), colega de faculdade de Jornalismo, e uma mulher que se apresentava por Helena, que não conhecia. Mediando o programa, Silvio Santos.
A prova fechava o "Qual É a Música?". Silvio dizia os versos de uma música, e nós tínhamos de apertar um botão para continuar, cantando, a canção.
A campainha, que era da casa de Silvio, é que era tal botão.
Daí Silvio começava: "Quando não houver saída | Quando não houver mais solução...". Magrini correu e acionou a campainha. E começamos a cantar "enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá...".
O dono do SBT virava-se para a platéia, que não víamos, e perguntava, naquele seu jeito peculiar, se estávamos certos. Antes do anúncio da vitória, acordei.
Não cheirei, não me droguei, nem bebi antes de dormir.
O primeiro do ano.
Era uma ladeira, lado esquerdo da rua, uma porta, uma campainha, desta do tipo luz de casa. De um lado, Oscar Magrini e eu; do outro, Karina Saldias (é esse o sobrenome?; acho que sim), colega de faculdade de Jornalismo, e uma mulher que se apresentava por Helena, que não conhecia. Mediando o programa, Silvio Santos.
A prova fechava o "Qual É a Música?". Silvio dizia os versos de uma música, e nós tínhamos de apertar um botão para continuar, cantando, a canção.
A campainha, que era da casa de Silvio, é que era tal botão.
Daí Silvio começava: "Quando não houver saída | Quando não houver mais solução...". Magrini correu e acionou a campainha. E começamos a cantar "enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá...".
O dono do SBT virava-se para a platéia, que não víamos, e perguntava, naquele seu jeito peculiar, se estávamos certos. Antes do anúncio da vitória, acordei.
Não cheirei, não me droguei, nem bebi antes de dormir.
O primeiro do ano.
Era uma ladeira, lado esquerdo da rua, uma porta, uma campainha, desta do tipo luz de casa. De um lado, Oscar Magrini e eu; do outro, Karina Saldias (é esse o sobrenome?; acho que sim), colega de faculdade de Jornalismo, e uma mulher que se apresentava por Helena, que não conhecia. Mediando o programa, Silvio Santos.
A prova fechava o "Qual É a Música?". Silvio dizia os versos de uma música, e nós tínhamos de apertar um botão para continuar, cantando, a canção.
A campainha, que era da casa de Silvio, é que era tal botão.
Daí Silvio começava: "Quando não houver saída | Quando não houver mais solução...". Magrini correu e acionou a campainha. E começamos a cantar "enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá...".
O dono do SBT virava-se para a platéia, que não víamos, e perguntava, naquele seu jeito peculiar, se estávamos certos. Antes do anúncio da vitória, acordei.
Não cheirei, não me droguei, nem bebi antes de dormir.
Uma fonte praiana confirmou o seguinte: a Texaco vai estampar sua marca por duas equipes diferentes na Stock Car: a Vogel e a JF. Na primeira, com Thiago Camilo; na outra, com Giuliano Losacco.
Guto Negrão será o novo parceiro de Camilo nesta temporada; Losacco terá Átila Abreu como companheiro.
Uma fonte praiana confirmou o seguinte: a Texaco vai estampar sua marca por duas equipes diferentes na Stock Car: a Vogel e a JF. Na primeira, com Thiago Camilo; na outra, com Giuliano Losacco.
Guto Negrão será o novo parceiro de Camilo nesta temporada; Losacco terá Átila Abreu como companheiro.
Uma fonte praiana confirmou o seguinte: a Texaco vai estampar sua marca por duas equipes diferentes na Stock Car: a Vogel e a JF. Na primeira, com Thiago Camilo; na outra, com Giuliano Losacco.
Guto Negrão será o novo parceiro de Camilo nesta temporada; Losacco terá Átila Abreu como companheiro.
Contaram a mim que a L&M terá dois Ricardos no ano que vem. Além de Zonta, que é o novo dono, o Sperafico, que antes estava encaminhado para a Action Power.
Tarso Marques, que vai para a equipe de seu pai, deve ter como companheiro o goiano Ruben Fontes.
Pedro Gomes, sem lugar na L&M, conversa com a Bassani.
Contaram a mim que a L&M terá dois Ricardos no ano que vem. Além de Zonta, que é o novo dono, o Sperafico, que antes estava encaminhado para a Action Power.
Tarso Marques, que vai para a equipe de seu pai, deve ter como companheiro o goiano Ruben Fontes.
Pedro Gomes, sem lugar na L&M, conversa com a Bassani.
Contaram a mim que a L&M terá dois Ricardos no ano que vem. Além de Zonta, que é o novo dono, o Sperafico, que antes estava encaminhado para a Action Power.
Tarso Marques, que vai para a equipe de seu pai, deve ter como companheiro o goiano Ruben Fontes.
Pedro Gomes, sem lugar na L&M, conversa com a Bassani.
A BMW, como já fizeram Honda e McLaren, desenvolveu um extenso estudo para buscar uma configuração aerodinâmica para 2009 que reduza o downforce e gere menos turbulência para o carro que vem atrás, utilizando a sustentação do fluxo gerado pelo carro da frente. Preocupada há tempos com a ausência de ultrapassagens, a FIA quer diminuir a força que joga os veículos ao chão e o arrasto aerodinâmico através da diminuição do efeito provocado pelas asas, aletas e penduricalhos e do aumento da contribuição do efeito-solo e do difusor.
O Blog Victal teve acesso a um relatório que a montadora alemã entregou à federação presidida por Max Mosley — mas que, neste caso, tem envolvimento direto de Charlie Whiting, delegado-técnico da entidade — e às dez outras escuderias em que minucia todos os experimentos feitos em asas traseiras, dianteiras e na parte de baixo dos modelos. Teve como base o CFD (Computational Fluid Dynamics, ou Dinâmica de Fluidos Computacional), que simplesmente seria um túnel de vento virtual em que se simulam fluxos de ar em um desenho de carro em três dimensões — além de outros fatores como troca de calor dos radiadores e outros fluxos mais complexos. No caso, foram utilizados o C23, com que a Sauber disputou a temporada de 2004, e o atual F1.07, todos em escala real, para seus processos empíricos para moldar o carro-conceito de 2009.
O "modelo do amanhã" da F-1, atendendo aos anseios da FIA, foi desenvolvido para dar apenas 48% do downforce e 79% do arrasto da referência de 2004, com um balanço aerodinâmico de aproximadamente 40%. Estes números foram alcançados por meio de uma proposta de uma asa traseira de lâmina única e de área frontal maior, que gera menor eficiência aerodinâmica e produz uma redução do arrasto do carro de trás com uma ajuda do downforce do carro da frente. Também contribui a quem tenta superar o oponente a menor passagem de ar na traseira do veículo à frente, ajudando na eficiência de sua asa dianteira.
O ponto de partida para o trabalho da BMW foi o projeto apresentado nas reuniões do Grupo Técnico de Trabalho (TWG) e do Grupo de Trabalho para Ultrapassagem (OWG) em Oxford no começo do ano. Desenvolveu sete tipos de asas traseiras, fez duas adaptações às dianteiras e apenas uma mudança no assoalho. Ademais, simulou em túnel de vento modelos de meia escala em situações de ultrapassagem. Todos os resultados foram apresentados em forma de porcentagem. A conclusão obtida pela montadora alemã é de que "proporcionalmente, a melhor configuração da BMW Sauber 2009 é apenas um pouco melhor do que o carro de 2004 na preservação do downforce, mas, crucialmente, com resultados significativos nos níveis de menor downforce geral por perda significante do downforce absoluto e, portanto, da aderência".
A BMW, como já fizeram Honda e McLaren, desenvolveu um extenso estudo para buscar uma configuração aerodinâmica para 2009 que reduza o downforce e gere menos turbulência para o carro que vem atrás, utilizando a sustentação do fluxo gerado pelo carro da frente. Preocupada há tempos com a ausência de ultrapassagens, a FIA quer diminuir a força que joga os veículos ao chão e o arrasto aerodinâmico através da diminuição do efeito provocado pelas asas, aletas e penduricalhos e do aumento da contribuição do efeito-solo e do difusor.
O Blog Victal teve acesso a um relatório que a montadora alemã entregou à federação presidida por Max Mosley — mas que, neste caso, tem envolvimento direto de Charlie Whiting, delegado-técnico da entidade — e às dez outras escuderias em que minucia todos os experimentos feitos em asas traseiras, dianteiras e na parte de baixo dos modelos. Teve como base o CFD (Computational Fluid Dynamics, ou Dinâmica de Fluidos Computacional), que simplesmente seria um túnel de vento virtual em que se simulam fluxos de ar em um desenho de carro em três dimensões — além de outros fatores como troca de calor dos radiadores e outros fluxos mais complexos. No caso, foram utilizados o C23, com que a Sauber disputou a temporada de 2004, e o atual F1.07, todos em escala real, para seus processos empíricos para moldar o carro-conceito de 2009.
O "modelo do amanhã" da F-1, atendendo aos anseios da FIA, foi desenvolvido para dar apenas 48% do downforce e 79% do arrasto da referência de 2004, com um balanço aerodinâmico de aproximadamente 40%. Estes números foram alcançados por meio de uma proposta de uma asa traseira de lâmina única e de área frontal maior, que gera menor eficiência aerodinâmica e produz uma redução do arrasto do carro de trás com uma ajuda do downforce do carro da frente. Também contribui a quem tenta superar o oponente a menor passagem de ar na traseira do veículo à frente, ajudando na eficiência de sua asa dianteira.
O ponto de partida para o trabalho da BMW foi o projeto apresentado nas reuniões do Grupo Técnico de Trabalho (TWG) e do Grupo de Trabalho para Ultrapassagem (OWG) em Oxford no começo do ano. Desenvolveu sete tipos de asas traseiras, fez duas adaptações às dianteiras e apenas uma mudança no assoalho. Ademais, simulou em túnel de vento modelos de meia escala em situações de ultrapassagem. Todos os resultados foram apresentados em forma de porcentagem. A conclusão obtida pela montadora alemã é de que "proporcionalmente, a melhor configuração da BMW Sauber 2009 é apenas um pouco melhor do que o carro de 2004 na preservação do downforce, mas, crucialmente, com resultados significativos nos níveis de menor downforce geral por perda significante do downforce absoluto e, portanto, da aderência".
A BMW, como já fizeram Honda e McLaren, desenvolveu um extenso estudo para buscar uma configuração aerodinâmica para 2009 que reduza o downforce e gere menos turbulência para o carro que vem atrás, utilizando a sustentação do fluxo gerado pelo carro da frente. Preocupada há tempos com a ausência de ultrapassagens, a FIA quer diminuir a força que joga os veículos ao chão e o arrasto aerodinâmico através da diminuição do efeito provocado pelas asas, aletas e penduricalhos e do aumento da contribuição do efeito-solo e do difusor.
O Blog Victal teve acesso a um relatório que a montadora alemã entregou à federação presidida por Max Mosley — mas que, neste caso, tem envolvimento direto de Charlie Whiting, delegado-técnico da entidade — e às dez outras escuderias em que minucia todos os experimentos feitos em asas traseiras, dianteiras e na parte de baixo dos modelos. Teve como base o CFD (Computational Fluid Dynamics, ou Dinâmica de Fluidos Computacional), que simplesmente seria um túnel de vento virtual em que se simulam fluxos de ar em um desenho de carro em três dimensões — além de outros fatores como troca de calor dos radiadores e outros fluxos mais complexos. No caso, foram utilizados o C23, com que a Sauber disputou a temporada de 2004, e o atual F1.07, todos em escala real, para seus processos empíricos para moldar o carro-conceito de 2009.
O "modelo do amanhã" da F-1, atendendo aos anseios da FIA, foi desenvolvido para dar apenas 48% do downforce e 79% do arrasto da referência de 2004, com um balanço aerodinâmico de aproximadamente 40%. Estes números foram alcançados por meio de uma proposta de uma asa traseira de lâmina única e de área frontal maior, que gera menor eficiência aerodinâmica e produz uma redução do arrasto do carro de trás com uma ajuda do downforce do carro da frente. Também contribui a quem tenta superar o oponente a menor passagem de ar na traseira do veículo à frente, ajudando na eficiência de sua asa dianteira.
O ponto de partida para o trabalho da BMW foi o projeto apresentado nas reuniões do Grupo Técnico de Trabalho (TWG) e do Grupo de Trabalho para Ultrapassagem (OWG) em Oxford no começo do ano. Desenvolveu sete tipos de asas traseiras, fez duas adaptações às dianteiras e apenas uma mudança no assoalho. Ademais, simulou em túnel de vento modelos de meia escala em situações de ultrapassagem. Todos os resultados foram apresentados em forma de porcentagem. A conclusão obtida pela montadora alemã é de que "proporcionalmente, a melhor configuração da BMW Sauber 2009 é apenas um pouco melhor do que o carro de 2004 na preservação do downforce, mas, crucialmente, com resultados significativos nos níveis de menor downforce geral por perda significante do downforce absoluto e, portanto, da aderência".
Ainda
que os mais antigos vejam no túnel de vento a menina dos olhos, o
CFD é tido como a ferramenta do futuro para desenvolvimentos
aerodinâmicos. E a partir do ano que vem será mais valorizado com a
limitação imposta pela FIA de um único túnel de vento, ainda com
carga horária reduzida. Todas as 11 equipes da F-1 utilizam-se dos
dois recursos. A Renault, por exemplo, apresentou no final do ano passado um
software de CFD que pretende revolucionar a categoria.
A
pesquisa do CFD conduzida pela BMW para dar vida ao carro de 2009, que rodará
com pneus slicks, partiu do princípio de que não é a mudança percentual no
downforce que vai determinar o sucesso de qualquer configuração, mas sim
sua modificação absoluta. A alteração, também absoluta, na
aderência é quem evidenciará a capacidade de um carro estar atrás do outro, bem
como a diminuição dos níveis de downforce e dos efeitos da aerodinâmica. Além
disso, qualquer redução no arrasto do carro de trás é visto como fator
amplamente positivo.
A
primeira avaliação em busca da queda nas taxas deu-se sobre a asa traseira. A
BMW pegou o desenho de asa idealizado pela FIA e seus grupos de trabalho. Sua
área frontal tinha 260 mm², a maioria em formato curvilíneo. Testada,
verificou-se que proporcionou 52% do downforce e um arrasto de 75% em relação ao
carro de 2004. A montadora achou que poderia rapidamente desenvolver um perfil
mais eficaz, até porque tal asa tinha uma larga quantidade de separação na
superfície de baixo, diminuindo a otimização da performance aerodinâmica. Foi aí
que a fabricante alemã produziu sete configurações diferentes.
Saiu, de
início, uma asa em V. Com uma adaptação à dianteira, gerou 57% de downforce —
sempre comparado ao carro de três anos atrás, o C23 — e 76% de arrasto,
ainda com uma distância considerável entre as superfícies de cima e de baixo.
Para diminuí-la, surgiu a V2, com a parte inferior inclinada em 7º. O arrasto
permaneceu o mesmo; o downforce subiu 1%. A BMW tentou uma V3 que lembra as
curvas das asas frontais atuais, só que com seu centro erguido. O arrasto, neste
caso, caiu 1% em relação à V2 (75%). O conceito foi abandonado por ser muito
complexo e não proporcionar benefícios evidentes.
A V4, evolução da V2, apresentou uma asa curvada, lembrando uma
parábola. Resultou numa eficiência maior do carro, com 56% de downforce (2% a
menos que o V3) e 73% do arrasto (3% a menos), índice que surpreendeu a BMW. Com
base na V4 surgiu a V5, de conceito igual, mas com aumento na área frontal
(altura) para 350 mm². O downforce subiu para 60% e o arrasto, para 83%.
O sexto teste viu a remoção do "beam", componente da traseira
dos carros que tem função primordial na aerodinâmica: downforce de 55%, arrasto
de 81%. A versão final foi a V6, que voltou a adotar o "V" propriamente,
com inclinação da superfície inferior em 3º para gerar uma maior passagem de ar
por cima. O downforce foi de 57%; o arrasto, de 82%.
A BMW, então, partiu para o
desenvolvimento da asa dianteira, com a meta de obtenção de 40% do equilíbrio
aerodinâmico frontal. A peça projetada pela FIA logo foi modificada, tendo
seu ângulo reduzido em 4º. Utilizando a V6 traseira, reduziu o equilíbrio na
área de 48,8% para 46%. Com a V5, caiu para 42,6%.
Uma
segunda configuração foi desenhada, mais próxima do chão e com os
"endplates" mais simplificados e a distância entre ambos maior. O
equilíbrio despencou para 37,6%, muito abaixo do solicitado. O ângulo da
asa foi aumentado em 3º, chegando-se a 39,9%, mas com muita separação do fluxo
de ar. Uma terceira asa frontal surgiu para consertar o problema sem que
houvesse modificações no resultado então achado.
Ainda
que os mais antigos vejam no túnel de vento a menina dos olhos, o
CFD é tido como a ferramenta do futuro para desenvolvimentos
aerodinâmicos. E a partir do ano que vem será mais valorizado com a
limitação imposta pela FIA de um único túnel de vento, ainda com
carga horária reduzida. Todas as 11 equipes da F-1 utilizam-se dos
dois recursos. A Renault, por exemplo, apresentou no final do ano passado um
software de CFD que pretende revolucionar a categoria.
A
pesquisa do CFD conduzida pela BMW para dar vida ao carro de 2009, que rodará
com pneus slicks, partiu do princípio de que não é a mudança percentual no
downforce que vai determinar o sucesso de qualquer configuração, mas sim
sua modificação absoluta. A alteração, também absoluta, na
aderência é quem evidenciará a capacidade de um carro estar atrás do outro, bem
como a diminuição dos níveis de downforce e dos efeitos da aerodinâmica. Além
disso, qualquer redução no arrasto do carro de trás é visto como fator
amplamente positivo.
A
primeira avaliação em busca da queda nas taxas deu-se sobre a asa traseira. A
BMW pegou o desenho de asa idealizado pela FIA e seus grupos de trabalho. Sua
área frontal tinha 260 mm², a maioria em formato curvilíneo. Testada,
verificou-se que proporcionou 52% do downforce e um arrasto de 75% em relação ao
carro de 2004. A montadora achou que poderia rapidamente desenvolver um perfil
mais eficaz, até porque tal asa tinha uma larga quantidade de separação na
superfície de baixo, diminuindo a otimização da performance aerodinâmica. Foi aí
que a fabricante alemã produziu sete configurações diferentes.
Saiu, de
início, uma asa em V. Com uma adaptação à dianteira, gerou 57% de downforce —
sempre comparado ao carro de três anos atrás, o C23 — e 76% de arrasto,
ainda com uma distância considerável entre as superfícies de cima e de baixo.
Para diminuí-la, surgiu a V2, com a parte inferior inclinada em 7º. O arrasto
permaneceu o mesmo; o downforce subiu 1%. A BMW tentou uma V3 que lembra as
curvas das asas frontais atuais, só que com seu centro erguido. O arrasto, neste
caso, caiu 1% em relação à V2 (75%). O conceito foi abandonado por ser muito
complexo e não proporcionar benefícios evidentes.
A V4, evolução da V2, apresentou uma asa curvada, lembrando uma
parábola. Resultou numa eficiência maior do carro, com 56% de downforce (2% a
menos que o V3) e 73% do arrasto (3% a menos), índice que surpreendeu a BMW. Com
base na V4 surgiu a V5, de conceito igual, mas com aumento na área frontal
(altura) para 350 mm². O downforce subiu para 60% e o arrasto, para 83%.
O sexto teste viu a remoção do "beam", componente da traseira
dos carros que tem função primordial na aerodinâmica: downforce de 55%, arrasto
de 81%. A versão final foi a V6, que voltou a adotar o "V" propriamente,
com inclinação da superfície inferior em 3º para gerar uma maior passagem de ar
por cima. O downforce foi de 57%; o arrasto, de 82%.
A BMW, então, partiu para o
desenvolvimento da asa dianteira, com a meta de obtenção de 40% do equilíbrio
aerodinâmico frontal. A peça projetada pela FIA logo foi modificada, tendo
seu ângulo reduzido em 4º. Utilizando a V6 traseira, reduziu o equilíbrio na
área de 48,8% para 46%. Com a V5, caiu para 42,6%.
Uma
segunda configuração foi desenhada, mais próxima do chão e com os
"endplates" mais simplificados e a distância entre ambos maior. O
equilíbrio despencou para 37,6%, muito abaixo do solicitado. O ângulo da
asa foi aumentado em 3º, chegando-se a 39,9%, mas com muita separação do fluxo
de ar. Uma terceira asa frontal surgiu para consertar o problema sem que
houvesse modificações no resultado então achado.
Ainda
que os mais antigos vejam no túnel de vento a menina dos olhos, o
CFD é tido como a ferramenta do futuro para desenvolvimentos
aerodinâmicos. E a partir do ano que vem será mais valorizado com a
limitação imposta pela FIA de um único túnel de vento, ainda com
carga horária reduzida. Todas as 11 equipes da F-1 utilizam-se dos
dois recursos. A Renault, por exemplo, apresentou no final do ano passado um
software de CFD que pretende revolucionar a categoria.
A
pesquisa do CFD conduzida pela BMW para dar vida ao carro de 2009, que rodará
com pneus slicks, partiu do princípio de que não é a mudança percentual no
downforce que vai determinar o sucesso de qualquer configuração, mas sim
sua modificação absoluta. A alteração, também absoluta, na
aderência é quem evidenciará a capacidade de um carro estar atrás do outro, bem
como a diminuição dos níveis de downforce e dos efeitos da aerodinâmica. Além
disso, qualquer redução no arrasto do carro de trás é visto como fator
amplamente positivo.
A
primeira avaliação em busca da queda nas taxas deu-se sobre a asa traseira. A
BMW pegou o desenho de asa idealizado pela FIA e seus grupos de trabalho. Sua
área frontal tinha 260 mm², a maioria em formato curvilíneo. Testada,
verificou-se que proporcionou 52% do downforce e um arrasto de 75% em relação ao
carro de 2004. A montadora achou que poderia rapidamente desenvolver um perfil
mais eficaz, até porque tal asa tinha uma larga quantidade de separação na
superfície de baixo, diminuindo a otimização da performance aerodinâmica. Foi aí
que a fabricante alemã produziu sete configurações diferentes.
Saiu, de
início, uma asa em V. Com uma adaptação à dianteira, gerou 57% de downforce —
sempre comparado ao carro de três anos atrás, o C23 — e 76% de arrasto,
ainda com uma distância considerável entre as superfícies de cima e de baixo.
Para diminuí-la, surgiu a V2, com a parte inferior inclinada em 7º. O arrasto
permaneceu o mesmo; o downforce subiu 1%. A BMW tentou uma V3 que lembra as
curvas das asas frontais atuais, só que com seu centro erguido. O arrasto, neste
caso, caiu 1% em relação à V2 (75%). O conceito foi abandonado por ser muito
complexo e não proporcionar benefícios evidentes.
A V4, evolução da V2, apresentou uma asa curvada, lembrando uma
parábola. Resultou numa eficiência maior do carro, com 56% de downforce (2% a
menos que o V3) e 73% do arrasto (3% a menos), índice que surpreendeu a BMW. Com
base na V4 surgiu a V5, de conceito igual, mas com aumento na área frontal
(altura) para 350 mm². O downforce subiu para 60% e o arrasto, para 83%.
O sexto teste viu a remoção do "beam", componente da traseira
dos carros que tem função primordial na aerodinâmica: downforce de 55%, arrasto
de 81%. A versão final foi a V6, que voltou a adotar o "V" propriamente,
com inclinação da superfície inferior em 3º para gerar uma maior passagem de ar
por cima. O downforce foi de 57%; o arrasto, de 82%.
A BMW, então, partiu para o
desenvolvimento da asa dianteira, com a meta de obtenção de 40% do equilíbrio
aerodinâmico frontal. A peça projetada pela FIA logo foi modificada, tendo
seu ângulo reduzido em 4º. Utilizando a V6 traseira, reduziu o equilíbrio na
área de 48,8% para 46%. Com a V5, caiu para 42,6%.
Uma
segunda configuração foi desenhada, mais próxima do chão e com os
"endplates" mais simplificados e a distância entre ambos maior. O
equilíbrio despencou para 37,6%, muito abaixo do solicitado. O ângulo da
asa foi aumentado em 3º, chegando-se a 39,9%, mas com muita separação do fluxo
de ar. Uma terceira asa frontal surgiu para consertar o problema sem que
houvesse modificações no resultado então achado.
Estou de volta. Algumas decisões tomadas já, e vamos em frente.
Logo mais postarei um extenso material exclusivo sobre uma equipe que desenvolveu um projeto aerodinâmico sobre o carro que as equipes devem usar em 2009.
2008 está aí. Aproveitem.
Estou de volta. Algumas decisões tomadas já, e vamos em frente.
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Estou de volta. Algumas decisões tomadas já, e vamos em frente.
Logo mais postarei um extenso material exclusivo sobre uma equipe que desenvolveu um projeto aerodinâmico sobre o carro que as equipes devem usar em 2009.