A história segue
Representante da Fórmula Indy no Brasil, que por sinal comenta a categoria na TV Bandeirantes, reuniu os pilotos brasileiros na semana passada em Sonoma para falar da cobertura da categoria.
O empresário afirmou aos pilotos que "pelo menos" 14 corridas vão ser transmitidas ao vivo.
E o que mais? Que talvez em 2010 o Brasil tenha uma etapa.
Pataquada de Vitonez às 16h51
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Ultimate fighting de US$ 1 milhão
Ridícula — oh, novidade — , a decisão da Stock de proibir protestos após a prova que vai dar o milhão-de-dólares-que-vale-menos-do-que-o-combinado.
Ora, se o piloto sabe que ninguém vai poder reclamar do que acontecer, logo tem um precedente claríssimo de que pode fazer tudo para ganhar o prêmio.
Pode tirar o adversário da prova numa disputa mais acirrada, pode usar gasolina adulterada num tanque de combustível falso, pode ultrapassar em bandeira amarela sem que seja perceptível depois de uma entrada do safety-car, pode ter um dispositivo que, sei lá, aumente ainda mais o nitro.
Pode tudo. Porque a regra permite o vale-tudo. A Stock permitiu o vale-tudo.
E quem não gostou, que engula a chiadeira e veja o outro nadando na grana.
Edit: O solerte amigo e leitor deste espaço Américo Teixeira Jr., assessor da CBA, me mandou um e-mail na manhã desta sexta comentando que há um equívoco. E de fato há. "Estão mantidos os direitos de reclamação e recursos por parte dos pilotos. O que está no regulamento da prova é a proibição para manifestação pública de ofensas", avisou.
Assim, os pilotos, então, poderão reclamar até 30 minutos depois do resultado oficial da corrida.
Menos mal, assim.
Pataquada de Vitonez às 21h56
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A Stock tem hino?
Recebo comunicado que veio com informação desta forma: "Hino Nacional da Stock Car será interpretado por Marina Elali".
Penso comigo: "E a Stock Car tem hino?"
Daí lembrei que a F-1 tinha hino, que seria cantado antes da largada em Interlagos, mas que não acabamos ouvindo no ano passado.
Hino da Stock? "Tenho enorme prazer em interpretar nosso hino", disse a cantora.
Imagino que seja o Nacional, aquele em que se ouviu um brado retumbante de um povo heróico às margens plácidas do Ipiranga, e seus hipérbatos e tal.
Pataquada de Vitonez às 15h00
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Perto de prova do milhão, Stock retarda prêmio de fotógrafos
A matéria foi feita pelo ótimo colega Francisco Luz, que foi atrás dos fatos, alguns também conhecidos por mim, que acompanhei o caso desde o ano passado. A Stock está na iminência de pagar R$ 1,63 milhão a um piloto, mas ainda não laureou três profissionais de fotografia em um valor aproximado a R$ 25 mil, cerca de 1,5% do valor do vitorioso da corrida do próximo domingo no Rio de Janeiro.
FRANCISCO LUZ
de Novo Hamburgo
Prestes a celebrar a corrida mais importante da temporada de 2008, que vai premiar o vencedor em US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,6 mi) no Rio de Janeiro, a Stock Car ainda tem pendências financeiras referentes à última temporada. Mais especificamente com os três fotógrafos vencedores de um prêmio promovido pela WE, empresa de marketing da categoria.
Os prêmios — divulgados no meio de 2007 — seriam oferecidos aos autores das três melhores imagens do campeonato. O vencedor ganharia R$ 20 mil, o segundo colocado levaria uma viagem para Nova York, enquanto o terceiro receberia um notebook, e os nomes seriam divulgados no encerramento da temporada.
Seriam, mas não foram. Por uma razão trágica: na última corrida do ano passado em dezembro, em São Paulo, a festa que estava programada foi cancelada após o acidente que vitimou Rafael Sperafico, da então Stock Light.
Ainda assim, o site oficial da Stock Car registrou os nomes dos vencedores: Sérgio Sanderson ficou com o primeiro prêmio, Fabiano Dallmeyer foi o segundo colocado e Bruno Terena, o terceiro.
Contradições
A partir daí, a situação ficou um tanto quanto nebulosa. De acordo com Bruno Terena, fotógrafo do Grande Prêmio, a WE prometeu que a Vicar — empresa promotora da categoria — faria uma cerimônia para entrega dos prêmios. "A Vicar vai fazer um almoço para vocês. Isso vai acontecer no dia 20 de fevereiro", afirmou no começo do ano Claudinei Graminho, um dos donos da WE.
Porém, nenhum almoço foi feito. Terena inquiriu Letícia Galvão Bueno, mulher e sócia de Graminho, sobre as premiações durante a etapa inaugural de 2008, em São Paulo. Letícia respondeu que "o pessoal do marketing da Vicar estava cuidando disso", e que os ganhadores logo receberiam uma resposta.
Que, novamente, não veio. Em Curitiba, o fotógrafo tornou a perguntar a Claudinei qual a situação da contenda. "Estamos com problemas com o marketing [da Vicar], e estamos tentando resolver isso", disse o publicitário.
A partir daí, as perguntas feitas pelos vencedores não tiveram mais retorno. Fabiano Dallmayer, premiado com a viagem para Nova York, também procurou uma resposta com a WE para saber quando receberia a passagem. Segundo ele, sem sucesso.
"Eu fui para São Paulo, pois eles me convocaram para a festa de encerramento. Mas como esta foi cancelada, ninguém me falou nada. Vi o resultado no site e entrei em contato, mas nunca recebi nenhum telefonema ou e-mail da WE. E, sempre que tento entrar em contato, ninguém sabe me informar. A última notícia que recebi foi que "tudo estava enrolado", disse Dallmayer.
Sérgio Sanderson, procurado pela reportagem, preferiu não se manifestar.
Novas promessas
Entretanto, parecia que a situação havia se resolvido. Em 10 de julho, Paula Vassone, então funcionária da WE, informou Bruno que "uma pequena cerimônia de premiação" seria feita em Interlagos, durante a etapa do começo de agosto. "Não tenho data confirmada ainda, mas será entre sexta (1) e sábado (2)", destacou.
Novamente, nada. Terena recebeu uma ligação confirmando a informação, mas a prova em São Paulo aconteceu sem nenhum evento de premiação aos contemplados.
A reportagem tentou falar com Graminho e Trenche para averiguar se havia uma nova data programada para a entrega dos prêmios. Claudinei não foi localizado, enquanto Daniel, através da secretária da WE, disse apenas que "já havia combinado" com os vencedores uma nova data.
Terena, porém, garantiu não ter recebido nenhuma resposta. "A última vez em que falaram comigo foi quando ela [Paula] disse que faria uma festa em São Paulo. E nada", completou o fotógrafo.
Pataquada de Vitonez às 00h09
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O embate da Renault
A Toro Rosso vai promover um "vestibular" entre Takuma Sato e Sébastien Buemi nos próximos testes em Jerez de la Frontera, dias após o GP da Itália.
Foi a forma que a equipe encontrou para dar uma chance ao suíço, que na verdade não tem chance no time.
Um encontro mais interessante pode acontecer na Renault. Romain Grosjean e Lucas Di Grassi.
Grosjean é o preferidíssimo da equipe francesa por questões gentílicas. Di Grassi é visto como o primo pobre.
Mas como não dar bola para o que o primo pobre tem feito na GP2?
Sua equipe, a fraca Campos, é simplesmente vice-líder do campeonato de times. E Di Grassi é o terceiro colocado no campeonato, sem ter disputado as primeiras etapas. Em termos de aproveitamento, é o melhor da história da categoria.
Di Grassi, que venceu duas vezes, está à frente de Grosjean, um triunfo só.
Pataquada de Vitonez às 10h36
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Frase do dia
"Parece uma corrida de jegue que vai dar um chocolate para o vencedor. Se eu fosse o patrocinador, ficaria muito puto."
Piloto da Stock Car ao ver a chamada da RG para corrida do próximo domingo no Rio de Janeiro que vai dar ao vencedor US$ 1 milhão
Pataquada de Vitonez às 02h04
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Gringo corre pelo Corinthians na Superliga
O Blog Victal apurou há pouco que o Corinthians não terá um piloto brasileiro na rodada de abertura da F-Superliga neste fim de semana em Donington Park.
E uma fonte de dentro do clube alvinegro contou no início da noite desta terça (25) que se trata de Andy Soucek.
Nas etapas em que puder correr, por conta dos conflitos de datas com a Stock Car, o amazonense Antonio Pizzonia, são-paulino, sentará no carro da equipe alvinegra. A negociação, que havia empacado de início, foi fechada na semana passada.
Soucek, de 23 anos, é espanhol e tem nacionalidade austríaca por causa de seu pai. Na GP2, corre pela Super Nova. A confirmação e o anúncio devem vir amanhã.
No Flamengo, o piloto é o paulista Tuka Rocha, que se encontra em Londres, já testou o carro rubro-negro em Vallelunga e logo viaja para a cidade que sedia a abertura do campeonato entre clubes de futebol. Nota oficial, só na sexta.
Pataquada de Vitonez às 18h33
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Alonso na Ferrari. E já em 2009
Importante jornalista espanhol, Carlos Miquel crava no AS de hoje: Fernando Alonso assinou contrato com a Ferrari.
O acordo vale a partir de 2010, mas pode ser antecipado.
Isso se Kimi Raikkonen mantiver sua "atitude e rendimento congelados".
"Felipe tem menos talento [que Kimi], mas trabalha muito mais", disse Miquel. Massa é o homem para tocar o barco da Ferrari neste ano, já que Raikkonen tem problemas sérios para se classificar e não os resolve. "O problema é que agora vem Spa, ali talvez chova e então o brasileiro pode naufragar", lembrou o jornalista.
Garantindo Massa na equipe vermelha, Miquel afirmou que Kimi tem uma carta na manga: uma superoferta da BMW, onde seria companheiro de Robert Kubica.
Pataquada de Vitonez às 12h16
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FLA 0 - 0 COR
Todo mundo anunciou seus pilotos na Superliga. Menos dois times.
Flamengo e Corinthians.
Coincidência?
Pataquada de Vitonez às 10h13
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Pergunta
Depois dos desempenhos da Hungria e da Europa, é hora de a Ferrari definir Felipe Massa como o piloto a brigar com Lewis Hamilton pelo título?
Ou nem precisa, afinal Kimi Raikkonen já está tendo papel secundário na equipe?
Pataquada de Vitonez às 13h38
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Apostas, palpites, pitacos
Eis minha aposta para o GP da Europa, que havia sido feita antes dos treinos:
Pole: Hamilton Grid aleatório (13º lugar): Coulthard Líder do primeiro terço: Massa Volta mais rápida: Raikkonen Primeiro a abandonar: Bourdais
Ordem: Massa, Hamilton, Raikkonen, Kubica, Kovalainen, Trulli, Heidfeld e Vettel.
Pataquada de Vitonez às 21h46
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Tudo tem uma explicação
As derrotas seguidas dos brasileiros levaram o narrador da principal emissora a adotar um discurso diferente do de sempre. Falou até que não se deveria mais passar a mão na cabeça, mas não citou nomes. De certa forma, dava margem a pensar que se tratava de uma queixa geral. Tipo Jadel Gregório, Diego Hypólito ou até mesmo a seleção feminina de futebol, afinal bateu no bordão "força mental".
Daí eu leio hoje a reportagem de Bruno Freitas, do UOL, cujo título é: "Dunga 'surta' após bronze em novo capítulo de rixa com rede de TV".
Agora já está mais clara a campanha e a quem a mensagem é destinada.
Pataquada de Vitonez às 17h17
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Ginástica, atletismo, futebol...
"Assim é o esporte" é a frase da Olimpíada. Agora ouço o tempo todo em "força mental" para definir aqueles que não conseguiram os resultados que deveriam ser alcançados pelos brasileiros.
Desculpa ou verdade?
Pataquada de Vitonez às 22h30
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Valência, a dúvida na TV
Falei há pouco com importante membro da direção da RG, que afirmou ainda não saber como será a programação da emissora para o sábado e o domingo de manhã, em que acontecem treino classificatório e GP da Europa em Valência.
"O que se sabe é que, às 8 da manhã de sábado, terá final do vôlei, ao que parece, e a gente deve transmitir intercalado", disse-me tal fonte. No domingo, há a dúvida.
Pataquada de Vitonez às 11h42
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The Simpson
O 31A estava ocupado por uma moça de cabelo curto e enroladinho, entre o cacheado e o ruim, e isso até me fez sentar na poltrona atrás, sendo corrigido pela outra que me pediu por seu lugar. A que ainda estava no meu assento de direito tentava mostrar em seu tíquete que não havia o porquê de deixá-lo, então a mostrei que deveria ir para o 23 qualquer coisa. Ela perdeu a batalha, resmungou — com o fato da companhia aérea tê-la feito de boba em mudar seu posto, mas até aí a empresa faz isso sempre —, levantou-se, pegou sua maleta de mão e partiu, enquanto os dois rapazes ao lado observavam tudo, um de boné com aba para trás com barbicha rala e outro loiro natural, daqueles claros, que doíam. Eles me deixaram ir ao 31A e, ao balbuciarem uma palavra em inglês, a minha dedução e pergunta subseqüente foi óbvia: "Are you not from here?".
O de boné e barbicha falou tudo. "Viemos de Minnesota", e falou, juro, como o então Henry Gale, na verdade Benjamin Linus, se identificou à Danielle Rousseau e Sayid Jarrah preso na rede do 15º ou 16º capítulo da segunda temporada de Lost. Mas em nenhum momento duvidei que eram de Minnesota, e aí percebi que corredor adiante outros tantos de feições diferentes estavam ali, inclusive um que era mais loiro que o loiro sentado a meu lado. "Um dinamarquês", sorri, mas ele era igualmente de Minnesota.
A conversa não durou muito, mas não sei por que naquele momento não lhe perguntei o nome. "Viemos jogar futebol em Natal." Não é todo dia que alguém sai da capital de Minneápolis para jogar o esporte que eles lá nos States ainda tentam se acostumar, tendo como destino o país considerado deste esporte e escolhe a capital do Rio Grande do Norte para passar duas semanas. Daí o meu uau de surpresa. Ele carregava um livro menor do que o convencional, "The Amber Spyglass", de um tal Pullman, que não era aquele que fazia pães de forma.
Fui procurar na internet, quando cheguei em casa, o que vinha a ser o tal livro, e a Wikipedia me contou que é o terceiro da série "Seus Materiais Escuros", traduzi por conta, o autor se chama Philip, a obra foi publicada em 2000, e venceu o prêmio Whitbread Book of the Year, o primeiro concedido a uma literatura infantil.
A aeromoça deu os fones de ouvido e eu tive leve dificuldade em encaixá-lo na poltrona, até que o loiro percebeu e apenas fez o sinal de que o segundo pino de encaixe era móvel. Daí eu o abaixei e disse "yeah, I'm stupid", os dois riram. Ainda me ajeitando, a moça da 30A resolveu não sei por que cargas d'água deitar sua poltrona, o que me acertou a cabeça, e os dois continuaram rindo. Eu me senti um palhaço para jogadores de futebol de Minnesota.
O avião decolou e fiquei um tempo olhando pela janela a beleza dos lençóis maranhenses que pareciam não terminar nunca. Algumas nuvens vieram, a natureza não mais me interessou e vez ou outra conversava com o rapaz da ponta. Ele me explicou que estavam indo para São Paulo para então voltarem aos EUA e quis saber se aqui havia comida mexicana. Disse que sim, claro, havia mexicana, grega, árabe, e ele começou a falar de esfiha e soltou um "Habib's", e eu ri, pois se o conceito de esfiha dele é o Habib's, o coitado não estava bem orientado, então disse a ele que Habib's aqui era como McDonald's na vertente de hambúrguer, acho que ele entendeu e o papo sobre comidas típicas findou-se.
Tive, então, a genial idéia de perguntar seu nome. "Tyler", e ele perguntou o meu, nos cumprimentamos com aquele "nice to meet you" que nós aprendemos nas primeiras aulas de inglês. O outro era Patrick. Tyler, Patrick e o resto do time fizeram uma espécie de treinamento em Natal, aprenderam algumas técnicas do futebol canarinho, enfrentaram o ABC e o América, perderam as partidas, mas gostaram, e como, da experiência que viveram num país do qual tinham aquela noção que todos os estrangeiros têm.
Daí as pequenas TVs do avião se abriram e começaram a mostrar o programa da instituição e logo Os Simpsons começaram. Tyler soltou um "oh, no", e eu não entendi. "Eu odeio esse desenho. Simpson é meu sobrenome. Então desde pequeno eu ouço essa coisa de 'ah, você é irmão do Bart?'", e ri, primeiro porque Tyler era uma figura engraçada e até parecido com a gente aqui, e segundo porque lembrei do meu amigo Rodrigo. Quando descobrimos algo que julgamos surpreendente, juntamos as mãos como se fôssemos o Mr. Burns recebendo a informação de que algo havia acontecido por causa de Homer Simpson e dizemos: "Simpson, hein?", bobeiras nossas, mas engraçadas. Ou não, sei lá.
Não perturbei muito um astro do cartum mundial, ele riu quando dei risada de uma parte do episódio, aquele em que Side Show Bob sai da cadeia, ele leu seu livro, Patrick pegou um papel e começou a escrever "August 17th, 2008, Today I..." como se fosse um diário, e percebia-se que eles tinham a obrigação de escrever aquilo, "que educação avançada", pensei, fazendo a correlação com nosso sistema e se nossos jogadores de futebol tinham o mínimo de alfabetização. Logo Tyler pegou uma pasta amarela igual à de Patrick, tirou a folha de fichário e também pôs-se a colocar no papel as impressões e as situações vividas naquele dia.
A viagem se estendeu sem muitos outros contatos, a não ser um em que Tyler queria dar um tapa na bunda cheia de uma das aeromoças. Tyler, definitivamente, era um cara de Minnesota com características brasileiras. Mas na verdade Tyler não é de Minnesota, e, sim, do Colorado, Broomfield, CO, como eles gostam de dizer. Tyler joga com a 00 nas costas, percebi em sua blusa vinho, e 00 lá é goleiro. O Patrick é 7, meio-campo.
O símbolo do Minnesota tinha um outro M, que depois vim a saber ser Morris, com os Cougars como mascote, pumas. Os pumas são dirigidos pelo técnico Christian DeVries. Não falei mais com eles, dormimos todos, depois não nos despedimos, e cada um seguiu seu rumo, eu para minha casa, ele para Miami e depois Minnesota.
Busquei na internet o que podia saber sobre Tyler, Minnesota Cougars, a universidade e tudo mais. O time encontrei aqui, e está lá, primeirão, Tyler Simpson. Tem um blog, em que Brian Curtis, que é auxiliar de DeVries, faz as "apresentações", e aí tem os textos de todos. O de Simpson é esse.
E se um dia eu vir Tyler como goleiro da seleção, vou sair dizendo para todo mundo que sei que ele não gosta dos Simpsons.
Pataquada de Vitonez às 10h49
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Tudo tem outro lado
Argentina acaba de fazer 3 a 0. Ruim?
No lo sé. E se o Dunga cair?
É ruim?
Pataquada de Vitonez às 11h35
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Rapidinha, rasteira e marcante
Cleiton. Anote este nome.
O assunto: o automobilismo nacional.
Pataquada de Vitonez às 13h50
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Valência, o desafio
A escala de volta de São Luís foi Fortaleza, onde encontrei Marcelo Eduardo Braga (parabéns, Braga!), que assessorava a Pick-up Racing por aquelas bandas.
Minutos depois, andar acima no aeroporto, encontrei Dudu Massa e os pais.
Dudu me contava que o irmão Felipe já fez alguns testes nos simuladores da Ferrari para o GP da Europa. E comentou, com base no que disse o piloto da F-1: "O circuito de Valência é muito difícil. A pista é grande, tem muita curva."
São 25 num traçado de rua de quase 5,5 km. O tempo de volta deve ficar próximo da casa de 1min40s. Tem o fator calor, também.
Tudo muito propício para que o safety-car sacuda a corrida de domingo.
Pataquada de Vitonez às 12h16
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As fotos e as varas
Estou de volta. Uma pena. Dois dias muito bons. Logo mais, colocarei algumas fotos. Porque, além de o editor do computador não colaborar, ainda não me saiu da cabeça o que aconteceu com Fabiana Murer e o sumiço das varas. Muito pior que o padre e Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona de Atenas.
Pataquada de Vitonez às 10h41
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Quem sabe ser feliz
João Lisboa e as pombas que o
rodeiam
Seu Antonino, mais de 60, chapéu de palha, dentes faltando, sentado na praça
onde no centro há uma estátua sem o nome do homenageado. "É João Lisboa". Sim, o
grande João Lisboa que Antonino assim o acha, que dá nome à banca contígua do
centro histórico de São Luís. "É do século passado?", perguntei, e o senhor, com
uma risada típica de quem não sabe a resposta com exatidão e se vira com duas ou
três palavras na eloqüência que lhe foi dada principalmente pela geografia e
pelo histórico inclinado à literatura que esta terra tem.
Perto da praça
que se assemelha à cidade histórica com bandeirinhas de festa junina, ímas de
geladeira e outros apetrechos locais convidam a entrar para a aquisição de uma
lembrança local. Dois do primeiro item, uma daquelas garrafinhas com areia e um
porta-chaves em formato de peixe requerem o uso do cartão de débito, já
popularizado por estas bandas. A moça que me atendeu chama uma segunda num
corredor que leva a outra loja, esta pega o objeto com a tarja magnética, passa
na máquina e não obtém sucesso. De estatura mediana para baixa, olha para mim e
solta um "me perdoe" com tamanha piedade na voz que pedia encarecida e
verdadeiramente o perdão, do contrário se sentiria culpada e penitenciada pelo
resto de seus dias, seus olhos denunciavam tal verdade. Sorri e, claro, perdoei,
só Deus perdoa, e que crime ou castigo tinha cometido a solícita maranhense para
que pedisse perdão?, tudo isso veio em mente naquele instante quando uma
terceira rapariga apareceu para resolver o problema do pagamento.
Socorro
vende bugigangas e nomes próprios e de profissões em azulejos retangulares num
cubículo de metro quadrado ruas estreitas abaixo, perto da praia que some a cada
seis horas. O meu não havia de início, mas ela honrou seu nome e prontificou-se
em me ajudar a encontrá-lo na banca que fica na calçada. "Eu sei que tem, tem
uns três", falou, e ajeitou os óculos de longo uso dedilhando com destreza as
peças de seu sustento. Socorro não achou, mas foi eu adentrar sua loja para ver
o Victor liderando uma pilha de azulejos numa caixa. Riu e bateu palma quando o
viu, pegou uma moldura e o colou. Achei outro que me chamou atenção, em que
estava escrito "super amigo", comprei os dois, gastei 16 reais, ela pediu mais
um para dar troco de cinco, dei dois e deixei um por gratidão, ficou encantada
com o ato e me deu uma pulseirinha que logo amarrei no tornozelo direito, onde
já havia posto outra no réveillon de 2007. No processo de despedida, perguntou
minha procedência e se eu iria a Barreirinhas, que desconhecia até ela
mencionar. "Compre cosias de palha lá, é mais barato, sai mais em conta", deu a
dica e o tchau, pedindo que eu retornasse tão logo passasse por perto.
A
praia que some a cada seis horas é desses fenônemos espetaculares que pedem ação
à la São Tomé, e espero passar lá para vê-la cheia para que o barco atracado
possa seguir seu rumo mar adentro. A praia, perto das 11 da matina, estava seca,
incrivelmente seca, deixando à mostra os degraus quase brancos que foram
devastados pela ação do tempo, bem como a parede que a limita da calçada. O dono
da embarcação garantiu que, daqui algumas horas, por causa da maré, a praia
estará cheia. E quando estiver cheia, passarão seis horas até que volte a ser
deserto. O rapaz da van que nos guia confirmou o caso e riu quando falamos que a
causa pela cheia daquela praia se devia à chuva torrencial que assolou São Luís
por mais de duas horas. "Eles vêem paulista e querem nos enganar", comentei, e o
motorista tornou a rir, como fazem a maioria dos nativos, que para qualquer
motivo mostram um sorriso.
Foram umas quatro horas para visitar parte
desta cidade que, confesso, jamais esperava ser tão encantadora e fabulosa. Se
todo o Nordeste for como São Luís, abençoada seja esta região devastada pela
história e por fatores que 500 anos não puderam consertar, mas que essa gente dá
um jeito de driblar, simplesmente com sua cordialidade e, principalmente, com um
sorriso. Ninguém pode passar uma vida sem visitar São Luís, é a conclusão a que
chego de pronto.
E o tal Lisboa viveu 53 anos, e morreu na cidade
portuguesa que trazia em seu sobrenome. Político, escritor, importante na sua
época, mereceu reconhecimento e estátua, mas morreu frustrado. Não soube morrer
neste lugar. Não morreu feliz.
Pataquada de Vitonez às 16h58
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Humor tessárico
De Nei Tessari, ao analisar a chamada do site da Globo "Morre, aos 94, Caymmi":
"Então ele morreu com quatro minutos de acréscimo do segundo tempo."
Pataquada de Vitonez às 15h29
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Castelão e Castelinho
O kartódromo do Castelinho fica longe do hotel onde estamos hospedados, e a chuva (!) tratou de atrasar um trajeto que demoraria, creio, uns 20 minutos.
Fica localizado atrás do Castelão, e escrevendo isso que me toquei, oh!, puxa!, do porquê de ter este nome.
Castelão é o principal estádio de futebol aqui de São Luís, onde Moto Clube e Sampaio Corrêa costumam disputar suas partidas. Não no momento, afinal o local está em manutenção.
Aliás, o primeiro turno do Campeonato Maranhense ainda está para ser definido. O Moto ganhou o primeiro jogo da final na última quinta, 2 a 1, teve briga de torcida e o escambau.
São Luís, bela e fenomenal, não barrou os resquícios da burrice do vandalismo que ronda o esporte do resto do País.
Pataquada de Vitonez às 15h24
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Tromba, temporal, tempestade, dilúvio, aguaceiro
Sabe aquela chuva que a gente vê em São Paulo em janeiro e fevereiro e o pessoal que mora na Amazônia praticamente todo santo dia? Chegou a São Luis do nada, assim, rápida, quando a capital do Maranhão marcava fácil 32 graus.
Daí a tal chuva apertou e nem para dar uma refrescada serviu. "Chuva de 20 minutos", previram os estudiosos em chuva. A chuva durou mais de duas horas, mas forte que foi uma beleza.
A chuva alagou boa parte de São Luís, que se é bela, tem um grave defeito nesse sentido: pouca vazão para a água empoçada.
Curioso foi ver que, enquanto as nuvens negras depejavam a tal chuva, formou-se no nosso horizonte uma faixa limpíssima de céu, que no caminho para o kartódromo viemos descobrir estar sobre o oceano.
Coisas da natureza desta cidade estupenda, cujos detalhes serão destrinçados ao longo do dia.
Pataquada de Vitonez às 15h14
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O jornalismo sussa
Na recepção do hotel hoje de manhã estava lá pousado O Estado do Maranhão, jornal que provavelmente deve ser o mais importante aqui do estado. Tem lá suas virtudes, mas cometeu alguns, digamos, pecados.
A capa trazia uma chamada considerável para o ouro de César Cielo Filho na natação em Pequim. Só não havia reportagem alguma no caderno esportivo.
As páginas deste suplemento faziam uma chamada para o jogo da Portuguesa no Campeonato Brasileiro. A foto que colocaram para ilustrar a matéria foi a do goleiro Sérgio. Além de distorcida, a imagem continha um pequeno deslize: o veterano jogador com a camiseta 12 do Palmeiras.
Detalhe é que O Estado do Maranhão pertence ao grupo Globo.
Pataquada de Vitonez às 15h09
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São Luís, santas mulheres e Jesus
É o início de um trajeto no Nordeste que em poucas horas me surpreendeu. Principalmente São Luís. Porque não dá para falar de Recife com maior propriedade do que havia mencionado no post anterior, nem da Fortaleza da noite iluminada e chamativa, a qual só vi por alguns minutos no aeroporto.
A capital do Maranhão é daquelas cidades em que se enxerga e respira prosperidade. Também se respira um ar bem mais puro, com uma brisa necessária pelo calor presente nos 12 meses do ano. É quase 2 da manhã e os termômetros marcam 26 graus. Erro ter saído de calça.
Começarei pelo fim: o Por Acaso foi a balada escolhida para ao menos se dar uma observada. Toca uma música eletrônica atual e meio retrô e vive lotada. Nei foi o representante para as negociações com os seguranças para que pudéssemos verificar o agito. Depois de observar o espaço pequeno e a lotação, desistimos. Ao lado há o Cafofo, um barzinho com música ao vivo, geralmente MPB. Cheio, também, mas comum.
Mas as mulheres de São Luís impressionaram. Não têm aquela feição que acabamos fazendo da nordestina. A maioria bem vestida, chamativa, de cabelo liso, bem vestida, bonita, mesmo. O sábado promete.
São Luís é uma cidade em construção. Muito se vê que há áreas e prédios na maioria de quatro suítes para serem erguidos, alguns com mais de 200 m². Tem Subway e Babbo Giovanni por perto. Nos carros há o predomínio das letras N e H. E como em Recife, as pessoas são absurdamente solícitas e simpáticas.
Indicaram a Cabana do Sol como lugar para se comer bem. De fato: uma carne de sol que foi suficiente para quatro pessoas, com uma farofa de carne seca, um arroz simples, um feijão que não foi tocado por ser verde, a pimenta ardida e a banana à milanesa. Mas Jesus foi quem se destacou.
Não o Todo-Poderoso barbudo. Jesus é a marca de um refrigerante que só faz sucesso por este estado. A história é das mais curiosas: Jesus, rosa, assim que foi lançada, começou a tirar da Coca-Cola a hegemonia na preferência e nas prateleiras. Temerosa, a companhia estadunidense resolveu comprar Jesus. E aos poucos foi tirando-a do mercado. Só que percebeu que seu ato foi em vão, já que as vendas de seus produtos continuaram estagnadas. A solução foi "repaginar" o visual de Jesus e colocá-la novamente à venda. O logotipo lembra, e muito, a marca de Ídolos, aquele programa de talentos musicais, ou não, que era do SBT e será exibido em alguns dias na Record.
O Maranhão tem orgulho de Jesus. Bebi Jesus e confesso que não achei aquele guaraná de cor calcinha algo dos mais agradáveis. O garçom maranhense dá nota oito; o que não é faz muxoxo, e sendo eu parte dos "forasteiros", entendo.
De qualquer forma, vou levar Jesus comigo de volta.
Pataquada de Vitonez às 01h54
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Pausa inicial: Recife
Primeira escala das duas que só os serviços Tiago Mendonça podem fazer por nós. Comigo estão os companheiros velhos de guerra Guto Oliveira e Nei Tessari, além de Rodrigo Mora, que trabalha, até onde TM me disse, do programa Auto Mais (seria Automais? Ou Auto+?), da RedeTV!.
Recife, capital do Pernambuco. Nunca vim para cá. Olhando de cima, a quantidade de verde antes de chegar à cidade é simplesmente deslumbrante, que leva a pensar como tudo isso foi criado, etc. e tal. Sem encontrar uma resposta, sobretudo ao etc. e tal, a aproximação à metrópole não causa lá a melhor das impressões.
Não vi as praias, só um conjunto de prédios coloridos. Até comentei com Nei se não se tratava de um bairro gay do Recife. Depois uma seqüência de residências, algumas ruas de terra em meio a outras asfaltadas, o tempo nublado e não aquele sol escaldante, 28 graus segundo o comandante da aeronave da TAM.
Aliás, o vôo. Primeiro que eu, na 3A e Nei, ao lado, sofremos com o rapaz de uns 60 anos, camisa amarela e passaporte no bolso, que se pôs a roncar com gosto tão logo foi feita a decolagem. O bigode, aquele moustache grisalho, tremia com a vibração nasal. Tememos pelo pior: a cada roncada, uma turbulência. À frente, a moça e seu filho de dois anos loiro, pimpão. Que começou a chorar e incomodar.
Parecia que os assentos estavam mais apertados do que o comum e o calor era maior para o espaço interno de um avião. Logo vieram as aeromoças para servir comes e bebes. Na verdade, um come. Que na verdade não era um come. Veio uma coisinha num pedaço de papelão que foi identificada como "galinhada de arroz com pequi e quiabo". O doce verde veio sem nome; estava bem doce, mas pelo menos tirou o gosto ruim da boca.
Li um conto de um livro de Agatha Christie. Não me lembro como se chama e também a preguiça e a fome me impedem de tirá-lo da mala. Degusto um bolinho de bacalhau e espero pelo camarão. Nada típico: trata-se da Vivenda do Camarão. As garçonetes, deus, são extremamente educadas e agradáveis. Nem mesmo o pedido de gelo para colocarmos na bebida, que teve de ser feito três vezes por Mendonça, tiraram tal impressão. Aqui no aeroporto tem a Pizza Pronta, o Sweets, o Romar e um Bob's. Não vi McDonald's, mas tem um Bob's. Como pode, Bob's? A única coisa boa que tem no Bob's é o milk shake de Ovomaltine.
Vou lá tomar um logo mais.
Pataquada de Vitonez às 17h19
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Viagem de três dias
Amanhã vou para um lugar que é relacionado a uma importante nação européia, de forte presença literária, poética e musical de um determinado ritmo, com quase um milhão de habitantes. Tem uma característica apenas encontrada em duas outras cidades, uma do Sudeste e outra do Sul. Dois conhecidos cantores lá nasceram.
Dica: sua história lembra um salto e sua paisagem, cama.
Um joguinho das pistas. A resposta vem quando eu estiver lá.
Pataquada de Vitonez às 15h51
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A derrocada da Vênus
Li há pouco as recentes colunas Ooops!, de Ricardo Feltrin, que evidenciam a batalha que a Record trava com a RG para ser a primeira emissora do País e da forma que vai utilizar os produtos que recém-adquiriu — Olimpíadas de Inverno em 2010, Pan 2011 e Olimpíadas em 2012 — a fim de obter vantagens. Além disso, a TV dos bispos quer Cleber Machado, algo que Rodrigo Borges já havia desvelado no começo da semana.
Há duas semanas, estive conversando com importante membro da área esportiva da RG, que estava ao lado de outro conviva de igual valia. A opinião do primeiro é forte: a RG vai ser ultrapassada pela Record em audiência já em 2010. "A Globo apanha de manhã, iguala no começo da tarde e ganha até a hora da novela. Depois toma nabo de novo", simplificou os dados fornecidos pelo iBope, que realmente atestam tal fator.
Foram feitas críticas pesadas a Ana Maria Braga ("ela é muito fraca"; "o programa é muito ruim") e a Jô Soares ("pediram para ele deixar o entrevistado falar mais"), ao formato do Jornal da Globo e à linha de shows noturnos ("Casseta e Planeta está ultrapassado e o resto é uma merda") e ressaltou o trabalho da concorrência. "Até aquele Fala que eu te escuto está bom. Eles estão usando os melhores repórteres e fazendo matérias boas para debate", disse.
E o SBT também é ameaça. "O Silvio dá um calor toda a noite com Pantanal. E ele acertou ao colocar séries ótimas de madrugada (como OZ e The Soprano's)." Também de manhã, o canal de SS chega a empatar na liderança e por vezes ser primeiro absoluto na audiência na capital paulista. Pergunto se não se trata de uma análise bairrista, afinal só inclui a principal cidade brasileira. "Mas aqui é tudo mais importante", apontou. "Um comercial de 30 segundos em São Paulo é quase dez vezes mais que no Rio de Janeiro. São Paulo tem um valor absurdo."
"Eu só quero ver como vão fazer nas Olimpíadas", alertou, e até então a Record não havia anunciado a compra dos outros dois eventos supracitados. A Record tem o dinheiro que todos sabem de que forma é obtida, através da "fé" dos fiéis da IURD, e inflacionou os eventos esportivos. Só fracassou em tentar roubar da RG a F-1 e o Campeonato Brasileiro.
Aparte as novelas e sua área jornalística, a Record tirou Maurício Torres, Milly Lacombe e Debora Vilalba do sistema Globo e quer fazer de Cleber seu homem-forte das três competições. O "segundão" às vezes demonstra sutilmente sua insatisfação com tal posição ao se referir a Galvão Bueno em seu programa, o Arena SporTV, como o "titular". Cleber está há quase duas décadas na RG e tem talento evidente para dar o salto que merece. E é de se questionar se agüentaria até 2014, quando Galvão prometeu se aposentar, o posto que ocupa. Some-se a isso o fato de a emissora ter cometido o grã-erro de não o ter levado para Pequim — aliás, a Bandeirantes, a outra única TV aberta que comprou os direitos das Olimpíadas atuais, levou Luciano do Valle, Silvio Luiz, Osmar de Oliveira, Nivaldo Prieto, Eduardo Vaz e Álvaro José como narradores, enquanto a RG só tem Galvão "in loco".
Talvez seja exagero considerar que a RG seja ultrapassada já em 2010. A concorrência trabalha para isso com força total, não há dúvida. Mas a RG tem feito uma força imensa para perder seu status até então inabalável.
Pataquada de Vitonez às 18h28
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O nome do sucesso
Johnson, Jordan, Schumacher, Phelps.
Um corre, um encesta, um acelera, um nada.
E todos têm seus nomes registrados na história como os maiores.
Todos Michael.
O esporte tem destas coincidências.
Pataquada de Vitonez às 13h53
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O piloto é corintiano
A assessoria de Felipe Lapenna confirma que o paulista que disputa a Pick-up Racing foi sondado para ser um dos pilotos do Corinthians na F-Superliga, que começa entre os dias 30 e 31 de agosto.
Como sempre acontece, disse que houve o contato e que estão em negociações. O Blog Victal tentou falar com Lapenna, que está em Fortaleza para a disputa da etapa deste fim de semana do campeonato, mas não obteve sucesso.
Pataquada de Vitonez às 05h31
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